Livros 24/03/2019 23h00 Atualizado às 06h34

Na literatura: clássico é... clássico

Quem frequenta livrarias (físicas ou virtuais) com regularidade certamente já se deparou com alguns exemplares da seleção Zahar, e eles terão chamado a atenção

Pode até parecer óbvio, mas por vezes é preciso relembrar: nenhum livro torna-se clássico por acaso, ou por pouca coisa. E clássico, na literatura, é todo aquele texto, dos mais variados gêneros, que influenciou gerações. Assim, é muito provável que boa parcela da história cultural que chegou até a atualidade tenha sido construída sobre o imaginário que aquelas obras fixaram.

E, por mais que um texto seja considerado como clássico, nem sempre existe uma garantia, para o leitor, de que a edição faça realmente jus ao original, da tradução (no caso de livros estrangeiros) ao acabamento em geral. Diante de tal angústia, uma iniciativa da editora Jorge Zahar é um alento. “Clássicos Zahar” já diz a que veio no próprio nome da coleção.

Quem frequenta livrarias (físicas ou virtuais) com regularidade certamente já se deparou com alguns exemplares da seleção Zahar, e eles terão chamado a atenção. Enquanto muitas das coleções de livros em formato pocket frustram por edições em brochura ou descuidadas nos quesitos de acabamento, em parte para reduzir custos, mas em parte também pela pouca preocupação com aspectos físicos da obra de arte, a Zahar elegeu o visual como um diferencial.

E acertou em cheio. Tanto nos formatos normais, ou de tamanhos maiores, quanto nos formatos pocket, os volumes dos clássicos da Zahar são impecáveis, com capa dura, gravura ilustrativa elegante, guardas e costura. E as traduções merecem a mesma preocupação de qualidade, com texto fixado, contextualização e revisão nobre.

A coleção foi sendo ampliada gradativamente ao longo dos últimos anos, e ingressou em 2019 com amplo acervo, digno de figurar nas melhores bibliotecas. Clássicos nacionais e estrangeiros, de gêneros os mais variados, com destaque para prosa de ficção, estão disponíveis a valores bastante em conta no comparativo com os praticados por outras editoras, ainda mais se o leitor guiar-se pelo acabamento de luxo que apresentam. E a editora anuncia novidades para essa série no ano, com programação quase mensal de lançamentos.

Em janeiro, por exemplo, foi colocado no comércio o exemplar de A volta ao mundo em 80 dias, do francês Jules Verne, lançado em 1873, sempre leitura incontornável para todos os fãs de grandes livros. A tradução é de um mestre, André Telles, e a obra traz 272 páginas no formato 12x17, com preço sugerido de R$ 44,90 no impresso.

Já em fevereiro chegou outra obra-prima da ficção de aventura e suspense, A máquina do tempo, do inglês H.G. Wells, esta publicada pela primeira vez em 1895, na reta final do século 19, época de grandes avanços científicos e que inspiravam os artistas a imaginar “viagens no tempo”. O volume da Clássicos Zahar tem 200 páginas, no formato 16x23, e foi traduzido por Adriano Scandolara, em edição comentada e com dois textos extras: “Os Argonautas Crônicos”, conto que deu origem ao livro, e uma versão estendida do capítulo “A visão distante”.

Para abril, a Zahar anuncia a edição comentada e ilustrada de outro blockbuster das livrarias, o romance Aventuras de Huckleberry Finn, do norte-americano Mark Twain, publicado em 1884 e que se firmou nas referências culturais de gerações. Para maio, a novidade será uma edição de luxo, em formato de bolso, de Aladim, um dos contos celebrados que acabou sendo integrado ao enredo de As mil e uma noites.

A obra de junho, conforme o anúncio da programação da editora, será o romance francês gótico O fantasma da ópera, de Gaston Leroux, e a de agosto, uma edição de bolso de luxo do romance de ficção científica O homem invisível, também de H.G. Wells. E em outubro será a vez do romance Mulherzinhas, da norte-americana Louisa May Alcott, publicado em 1868. Enquanto esses textos não chegam às bancas, há dezenas de outros títulos da coleção já aguardando por leitores vorazes e curiosos. Mãos às obras!