Show 05/09/2019 22h48 Atualizado às 16h46

Confraria Nativista atua na valorização do artista local

Evento será nesta sexta-feira, a partir das 20h30, no Clube dos Subtenentes e Sargentos de Santa Cruz do Sul

A Confraria Nativista no mês farroupilha terá artistas locais como principal atrativo. O evento será nesta sexta-feira, a partir das 20h30, no Clube dos Subtenentes e Sargentos de Santa Cruz do Sul (Rua José Pedro Fröhlich, 135, Bairro Faxinal Menino Deus). Silvane Severo e Fernando Morinelli vão dividir o palco para interpretar 12 composições marcantes da música regional. Outras cinco serão individuais. Estarão acompanhados dos músicos Edinho Nascimento (violão e percussão), William Bender (acordeon) e Denis Job (contrabaixo).

A presidente Flávia Willy aprova a dupla. “Eles sempre fizeram aberturas na Confraria. Mas pensamos na união dessas duas grandes vozes para um show principal neste ano. É uma valorização dos artistas locais. A expectativa é muito grande para ver a dupla no palco”, detalha. Os ensaios nos últimos meses serviram para entrosar o dueto, que buscou adaptar o repertório para que fosse confortável a ambos.

Silvane Severo começou a sua relação com a música aos 8 anos, quando ganhou um violão do pai. A prendinha era integrante do CTG Tropeiros da Amizade e recebeu um convite para ser representante da entidade em um rodeio artístico. Ela aprendeu três acordes e compôs a própria música para o concurso de solista vocal mirim. Silvane ganhou o troféu e, quando chegou aos 16 anos, decidiu seguir na música como profissional ao ser intérprete de bandas de baile e também em eventos sociais. Com uma filha de 4 anos, ela trabalha como representante de produtos alimentícios. Mas nunca deixou de conviver com a música.

Fernando Morinelli é administrador de empresas e mora em Canoas. A música esteve presente desde cedo, seja pela avó professora de piano ou a tia cantora lírica. Os pais também o incentivavam a fazer parte desse mundo. Por ouvir música erudita, aprendeu a tocar piano. Foi só o primeiro de tantos instrumentos, como violão, guitarra e contrabaixo. Já com mais idade, passou a tocar em grupos de samba e MPB em bares de Porto Alegre. Por meio do sogro gaiteiro de Pantano Grande, passou a ter contato com a música nativista há 15 anos. Foi paixão à primeira vista. Fernando participou de festivais e concursos. Pelas dificuldades da carreira, sempre considerou a música uma atividade secundária, onde entrega a verdade a cada vez que sobe no palco.