Nas telas 06/02/2020 07h32 Atualizado às 08h02

"Aves de Rapina: Arlequina" estreia nos cinemas de Santa Cruz

O filme dará continuidade à história de Harley Quinn, a Arlequina, e mostrará como a personagem lida com o término de seu relacionamento com o famoso e inigualável Coringa

Não bastasse a boa programação que já está em cartaz, os dois cinemas de Santa Cruz do Sul a incrementam ainda mais com a estreia, nesta quinta-feira, 6, de Aves de Rapina: Arlequina, de Cathy Yan, que já havia nos dado Dead Pigs. O filme dará continuidade à história de Harley Quinn, a Arlequina (que volta a ser interpretada – e muito bem – por Margot Robbie), e mostrará como a personagem lida com o término de seu relacionamento com o famoso e inigualável… Coringa. Sim, ela era a companheira dele, lembram?

A Warner Bros. divulgou o trailer no final do ano passado, e nele é possível ver Harley vivendo os altos e baixos de um fim de relacionamento e questionando o propósito da existência de uma arlequina. “A função do arlequim é servir. Ele não é nada sem um amo. E ninguém dá a mínima para o que somos além disso”, diz ela nos primeiros segundos do vídeo. Quando Harley Quinn monta uma equipe formada por Canário Negro (Jurnee Smolet), a policial Renee Montoya (Rosie Perez) e Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), ela parece ganhar uma nova vida. Elas se juntam para proteger Gotham do mafioso Roman Sionis, o Máscara Negra (vivido por Ewan McGregor).

É uma das mais celebradas equipes do Universo DC nos cinemas. Reunindo heroínas do núcleo urbano de Gotham, o grupo combate criminosos que escapam da vigilância do próprio Batman. Porém, a formação do time no filme foge dos moldes “clássicos”, já que agora elas são lideradas pela Arlequina, e não pela Batgirl. Porém, o longa reflete na tela os distintos níveis de popularidade das personagens e reinventa a franquia para se adequar ao fenômeno em que a anti-heroína vivida por Margot Robbie se tornou nos últimos anos.

Nos quadrinhos, as Aves de Rapina apareceram apenas em 1996, mas as raízes para a sua criação surgiram em A Piada Mortal, clássica história do Batman publicada no fim da década de 1980. Na HQ, o Coringa decide provar sua teoria de que basta um dia ruim para enlouquecer alguém, e no processo invade a casa do Comissário Gordon, atira em Barbara Gordon, a Batgirl, e deixa a heroína paraplégica. Originalmente, a história não faria parte da continuidade oficial, mas devido à popularidade entre os fãs, a DC Comics decidiu incluí-la em seu cânone. Como resultado, a personagem praticamente desapareceu dos quadrinhos até ganhar uma nova identidade na HQ do Esquadrão Suicida.

Origem
Apresentada em um episódio da clássica série animada do Batman, a vilã se tornou uma das favoritas do público no decorrer de suas curtas aparições como ajudante e interesse amoroso do Coringa. Ganhando cada vez mais espaço no desenho – a ponto de ser a protagonista de diversos episódios – e fazendo participações em HQs derivadas da animação, a DC Comics encomendou uma história que revelasse a origem da palhaça. Escrita e desenhada por Paul Dini e Bruce Timm, dupla que encabeça a equipe do seriado, a HQ Louco Amor apresentou a trágica jornada da psicóloga Harleen Quinzel, que passou de psicóloga do Palhaço do Crime para sua admiradora e, por fim, amante e aliada. Vencedor do prêmio Eisner, a HQ abriu as portas para a vilã, que no futuro ganharia sua própria revista solo e papel de destaque em Esquadrão Suicida.

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