LER FAZ MUITO BEM 14/04/2020 00h20

Gazeta do Sul traz uma indicação de livro por edição

Confira as três primeiras dicas publicadas no jornal

Em tempos de quarentena, a Gazeta do Sul indica um livro por dia, propondo uma leitura instrutiva e aprazível, para viajar pelo mundo sem sair de casa. Confira as dicas publicadas nas edições de sexta-feira, 11, sábado, 12 e segunda, 13.

JESUS: A BIOGRAFIA, de Jean-Christian Petitfils. Tradução de Lea P. Zylberlicht e Gian Bruno Grosso. São Paulo: Benvirá, 2015. 528 p. R$ 62,00

O escritor e pesquisador francês Jean-Christian Petitfils, 75 anos, nascido em 25 de dezembro, dedica-se neste livro a resgatar elementos biográficos de Jesus Cristo, que os textos sagrados da religião cristã nomeiam como filho de Deus, e do qual celebram, em plena Páscoa, a sua morte e ressurreição. O livro reúne, com máximo esforço e com base nas pesquisas arqueológicas, elementos sobre a vida e as obras de Cristo sob um viés factual, inserido no contexto da Palestina de seu tempo. Leitura formidável e oportuna para este momento, ainda mais diante de um cenário global de pandemia.

ILHA DE PÁSCOA, de Jennifer Vanderbes. Tradução de Manoel Paulo Pereira. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. 424 páginas. R$ 50,00.

A norte-americana Jennifer Vanderbes situa esse belo romance na Ilha de Páscoa, no meio do Pacífico, que tem esse nome porque foi descoberta no domingo de Páscoa, 5 de abril de 1722. No enredo, duas mulheres, uma inglesa e uma norte-americana, têm suas histórias aproximadas, ainda que tenham visitado o local num intervalo de 60 anos. As belíssimas paisagens, dominadas pelos moais, os gigantes de pedra, de Rapa Nui, como a ilha é chamada em língua nativa, agregam uma atmosfera rara e especial a essa leitura.

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TUDO EM SEU LUGAR: PRIMEIROS AMORES E ÚLTIMAS HISTÓRIAS, de Oliver Sacks. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. 248 p. R$ 69,90.

O neurologista, escritor e químico inglês Oliver Sacks foi um dos nomes mais influentes e respeitados deste início de século 21, autoridade que já se firmara na segunda metade do século 20. Falecido em agosto de 2015, aos 82 anos, deixou obra formidável em divulgação científica. Tempo de despertar, de 1973, marcou época. Tio Tungstênio, suas memórias, de 2001, é outro best-seller. Na linha do póstumo O rio da consciência, de 2017, agora chegaram às livrarias os ensaios sobre temas variados reunidos em Tudo está em seu lugar.

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