Espaço Nostalgia 24/06/2020 20h16 Atualizado às 17h50

Lembra do sabonete Eucalol e da boneca Gui-Gui?

A partir desta quarta-feira, 24, a cada duas semanas vamos dar ênfase a objetos que falam muito alto no imaginário de sucessivas gerações

Olá! Sou César Augusto Machado, empresário e colecionador. E um apaixonado pelo colecionismo. Acredito que coleciono desde os seis anos, talvez involuntariamente, mas desde então tenho itens guardados. A partir desta quarta-feira, 24, quero convidar você a participar e a viajar no tempo, seja pelo mundo do colecionismo ou pelas lembranças de outras épocas. Juntos, eu e a Gazeta queremos conhecer sua coleção, seu brinquedo guardado, sua lembrança.

Essa seção será dividida em quatro partes: 1) “Colecionismo”, na qual apresentaremos as mais diversas coleções; 2) “Espaço Nostalgia”, com algo que nos leve de volta para o passado; 3) “Voltando a ser Criança”, quando queremos conhecer sua história com um brinquedo que marcou sua infância; e 4) “Promoções de Grandes Marcas”, onde relembraremos daquela época em que juntar uma tampinha ou guardar o palito de picolé era a maior curtição.

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Nesta primeira edição, convido você a, junto comigo, recordar de algumas peças e objetos que marcaram época: os álbuns e as figurinhas do sabonete Eucalol, com as caixinhas desse produto; depois, dos sucos de feiras e das bonecas Gui-Gui; e, por fim, das minigarrafas de refrigerante.

1. Colecionismo – As figurinhas do sabonete Eucalol

Eucalol foi uma empresa de produtos de higiene pessoal brasileira, fundada no Rio de Janeiro pelos irmãos alemães Paulo e Ricardo Stern. Era mais conhecida por seu sabonete, que, feito de eucalipto e apresentando coloração verde, causou certo estranhamento no público da época. Isso fez com que os empresários resolvessem inovar e lançar no mercado estampas colecionáveis junto ao sabonete, prática que se tornou um grande sucesso entre os consumidores.

Estampa trazia o desenho e do outro lado informações; no alto, o álbum e a embalagem

Os sabonetes fabricados à época eram na cor rosa e branca, e o Eucalol, por ser derivado do eucalipto, vinha na cor verde, o que causou essa rejeição dos consumidores e pouca venda. Inicialmente, tentaram conquistar o público com um concurso de poemas tendo por tema o sabonete. Os vencedores recebiam prêmios em dinheiro e menções honrosas publicadas na revista Fon-Fon, em 1928. Mesmo assim as vendas do Eucalol não eram satisfatórias, e os irmãos Stern lembraram-se das estampas Liebig, que tanto sucesso faziam na Europa, e resolveram lançar as Estampas Eucalol, convidando o público a colecioná-las com um anúncio publicado no suplemento do jornal A Noite, em 11 de junho de 1930. O sucesso foi estrondoso: crianças e adultos colecionavam as estampas, impulsionando as vendas do sabonete, e a empresa cresceu muito rápido.

As inesquecíveis estampas acompanhavam as embalagens do sabonete Eucalol, circulando por quase três décadas, entre 1930 e 1957. Impressas em cartão formato 6×9 cm, apresentavam na frente desenhos com temas variados e no verso um texto explicativo. Elas participavam do cotidiano de crianças e adolescentes, que privilegiavam as “figurinhas” instrutivas. Ao longo de 54 temas, num total de 3.714 figurinhas, algumas coloridas e outras preto e branco, conduziam-nos por viagens imaginárias entre animais pré-históricos, peixes das profundezas oceânicas, índios do Brasil e episódios da história brasileira.

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2. Espaço Nostalgia

Quem não disse “Mãe, eu quero um”? Esse era o suco da feira. Seu gosto não era dos melhores, mas depois de bebê-lo você podia se divertir com o frasco de plástico, que era um brinquedo. Eram vários modelos e sabores.

3. Uma Gui-Gui

Para Cândida Machado, essa é uma recordação maravilhosa. “Lembro como se fosse hoje! Nos reuníamos para brincar com as bonecas. Na foto, era aniversário da minha boneca. Agora, com 46 anos, ainda guardo minha GUI-GUI, uma boneca da Estrela que ganhei da minha tia Alice. Aqui estou com minhas amigas: Eveline Rech, eu e as irmãs Eveline e Betina Schmitt.”

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4. A mania das garrafinhas – Minigarrafinhas

Eram miniaturas perfeitas, de vidro, com tampinhas de metal e um líquido preto dentro (as mães diziam que era veneno, para que a gente não bebesse). Havia também os engradados, para seis garrafinhas. Além da Coca-Cola, existiam as garrafinhas de Guaraná Taí, Minuano e Fanta Laranja. Juntava-se as tampinhas, para depois trocar pelos objetos.

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