Espaço nostalgia 28/10/2020 08h05 Atualizado às 12h09

FOTOS E VÍDEOS: uma viagem pelo mundo através dos selos

A filatelia é a arte de colecionar selos. E é mesmo como arte que se deve observar o acervo montado por Alexandro Oto Hanefeld

Olá! A edição desta quarta-feira, 28, (a décima!) contempla um dos itens mais tradicionais do colecionismo, a filatelia, arte de colecionar selos postais. Amplamente difundido, esse tema requer uma formação e uma dedicação profundas, porque os selos, enquanto elementos culturais, motivam uma viagem pelo mundo, pegando carona justamente nos recursos postais que permitiram à humanidade enviar cartas e objetos para os diversos pontos do planeta.

E quem nos guia nesse passeio no tempo e no espaço apoiado sobre os selos é o porto-alegrense Alexandro Oto Hanefeld, de 47 anos, que morou em Santa Cruz do Sul entre 1998 e 2003, quando atuou como articulador de projetos no Polo de Modernização Tecnológica do Vale do Rio Pardo, junto à Unisc. Graduado em Ciências Econômicas e mestre em Economia do Desenvolvimento, Hanefeld possui acervo de mais de… 100 mil exemplares! Hoje, reside de novo em Porto Alegre, sua cidade natal.

Além disso, vamos lembrar dos porta-joias com direito a música e bailarina, dos jogos de bilboquê e da promoção que o Açúcar União lançara em 1986, a Copa União, Jogue Nesta Copa, por ocasião da Copa do Mundo daquele ano! Viaje conosco para o passado!

LEIA MAIS: FOTOS: conheça os mais de 50 canecos de chopp guardados por Sônia Kist

Colecionismo

Os selos são um aspecto central na biografia de Alexandro Oto Hanefeld. Também pudera. Aos 47 anos, esse porto-alegrense que residiu em Santa Cruz do Sul por cinco anos, entre 1998 e 2003, quando atuou junto à Unisc, segue se dedicando com afinco à filatelia, e é assim desde a infância. Casado com Fani Helena Fritsch, que conheceu na temporada em que morou em Santa Cruz, é pai de Matheus, que completa 11 anos neste mês de outubro. Graduado em Ciências Econômicas pela Ufrgs, fez mestrado em Economia do Desenvolvimento na mesma instituição e tem amplo currículo de atuação nas mais diversas áreas, bem como é 2º tenente da Reserva do Exército.

Conforme ele, a coleção começou a tomar forma quando era criança. “Desde bem pequeno, os selos me chamavam a atenção. Naquela época, era comum receber e enviar cartas. E a maioria vinha com selos. Eu sempre os olhava e eles me chamavam a atenção, pois eram bonitos, coloridos, e faziam alusão a coisas tão diferentes: esportes, esculturas, animais, plantas”, frisa. “Meu interesse foi crescendo, e meus pais viam isso.”

Assim, foi sendo incentivado pela família. “Eles que foram a chave da mudança de um simples interesse para aquilo que viria a ser uma paixão”, diz. Juntos, iam aos Correios adquirir lançamentos e o levavam a exposições filatélicas. “Praticamente colecionavam junto comigo”, define. Ao longo dos anos, alcançou um acervo impressionante, que calcula ter ultrapassado a marca de 100 mil selos.

LEIA MAIS: FOTOS: os quase 50 modelos de videogames colecionados por Roberto

Como refere, a filatelia proporcionou-lhe conhecer culturas novas, países, história, moedas, pessoas. “Cada pedacinho de papel traz uma história e muito aprendi, e ainda aprendo, com os selos.” Alexandro recorda que o primeiro selo postal foi emitido na Inglaterra, em 1840. O Brasil foi o segundo país no mundo a emitir selos, os famosos “olhos de boi”, lançados em 1º de agosto de 1843. Por essa razão, o Dia do Selo no Brasil é justamente comemorado em 1º de agosto.

O selo mais antigo da coleção de Hanefeld é um do Brasil, ede 1844, portanto, do ano seguinte ao do primeiro lançamento. Quanto aos tiposde coleção, segundo ele, o mais comum é colecionar por países (o formatoclássico ou geral) ou por temas. O filatelista precisa munir-se de materiais,como pinça filatélica, catálogo, classificador, lupa e, claro, envelopestransparentes. É um aparato profissional.

Um porta-joias, e com direito a música

Porta-joias em forma de violino e caixa com bailarina

Ela já fez muito sucesso em outras décadas: a caixinha musical com porta-joias. Havia vários modelos, mas talvez a mais almejada pelas meninas fosse a que tinha uma bailarina. O mecanismo era movido a corda. Ao se abrir o porta- joias, enquanto você escolhia sua joia preferida, a bailarina dançava ao ritmo de uma melodia clássica. Para conquistar uma dessas, a data tinha de ser especial: aniversário de 15 anos, primeira comunhão ou Natal. Deu saudades? Veja no vídeo como ela funcionava.

Quem lembra do bilboquê?

Tornquist mostra brinquedo, que ainda mantém sempre à mão

Talvez você não conheça este brinquedo e nem saiba como funciona, mas com certeza seu pai, sua mãe ou seus avós já jogaram muito o bilboquê. E foi lá na barbearia do André Tornquist, este senhor de 57 anos, casado com Eloete, pai do Yuri e cabeleireiro há 31 anos, que dias atrás vi um desses. André conta que o ganhou de presente quando ainda tinha 10 anos e na sua infância jogou muito. Pergunteilhe como estava a habilidade e, com um sorriso discreto, lá foi ele me mostrar. Como diz o ditado, quem aprende a andar de bicicleta nunca esquece, e para André o bilboquê foi igual. Você pode conhecer um pouco mais desse jogo através do deste vídeo.

A Copa União, uma doce lembrança

Mais uma promoção que movimentou a gurizada, na Copa de 1986, foi lançada pelo Açúcar União. Copa União, Jogue Nesta Copa era o título. Você juntava três embalagens de 5 quilos do açúcar União e trocava por um estádio completo, com juiz, bandeirinhas, placar, ou podia trocar por um conjunto de cinco jogadores do Brasil ou de outro país participante.

Contribua!

Para participar da nossa coluna, você pode remeter e-mail para espaconostalgia@gaz.com.br ou enviar Whats para (51) 99606 3507. Assim você nos conta de qual quadro quer participar, com sugestões.

LEIA MAIS: FOTOS: rio-pardense coleciona carteiras de cigarros desde 1961