Eu, Gourmet 04/12/2020 12h46 Atualizado às 18h08

Aprenda a fazer um saboroso bolinho de aipim com charque

Que tal juntar essas duas instituições culinárias brasileiras numa receita?

Assim como muitas raízes e tubérculos, o aipim (ou mandioca, macaxeira, castelinha e maçamba) nasceu na América Central e do Sul. Depois se espalhou para a Amazônia e cerrado brasileiro, sendo cultivado por povos indígenas muito antes da chegada dos colonizadores portugueses. Seu nome adveio da palavra indígena “mani”, de origem Aruak (povos originários do alto Amazonas, litoral equatoriano e planícies venezuelanas), povo agricultor, principalmente no cultivo da mandioca. Acredita-se que os índios tupis possam ter aprendido com eles a cultivar tal planta. Atualmente é cultivada em quase 2 milhões de hectares no Brasil.

A raiz da planta aipim é rica em fécula, plena de carboidratos (amido e açúcares) e em vitaminas do complexo B, cálcio, fósforo e ferro. Aqueles com polpa amarelada apresentam vantagem adicional, com bons teores de caroteno, que é transformado pelo organismo em retinol ou vitamina A, essencial à visão, pele e mucosas. Pode ser preparada cozida, assada, em caldos, sopas, utilizada para farinha entre outras tantas utilidades. E na receita de hoje, foi preparada na forma de bolinho e recheada com charque uma delícia que você acompanha agora: os bolinhos de aipim com charque!

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COM O QUE E COMO FAZER*

Ingredientes: (para 8 pessoas)

Bolinho

1 kg de aipim cozido sem sal
Meia xícara de salsinha picada
Meia xícara de cebolinha picada
1 ovo
1 gema
1 colher de sopa de manteiga
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Recheio
300g de charque desfiado dessalgado
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 dente de alho picado
Meia cebola picada
3 xícaras de farinha de rosca
2 ovos
Óleo de soja ou equivalente

Preparo

Massa: esmague o aipim cozido até virar uma massa. Retire os fios centrais. Coloque a massa em uma tigela, acrescente o ovo, a gema, a manteiga, a salsinha, a cebolinha, o sal e a pimenta. Mexa bem até a massa ficar lisa e homogênea. Em uma superfície lisa, coloque farinha de trigo e sove a massa com a mão até ela desgrudar. Se necessário, acrescente mais farinha de trigo até dar o ponto.

Recheio

Em uma frigideira, coloque azeite, cebola, alho e charque, e refogue. Abra um pedaço da massa e coloque 1 colher de recheio. Feche o disco de massa aberto e modele até virar uma bolinha. Faça isso até acabar a massa ou o recheio. Em um prato, bata os ovos. Em outro prato, coloque a farinha. Passe os bolinhos primeiro pelo ovo e depois pela farinha, tome cuidado para que todos os lados fiquem cobertos. Bata para retirar o excesso. Em uma panela, coloque óleo suficiente para os bolinhos ficarem submersos. Espere esquentar bem e frite os bolinhos. Retire e disponha numa bandeja forrada com papel-toalha. Sirva!

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FALA, BACO

A Casa Valduga é uma das maiores e mais conceituadas vinícolas brasileiras. No final do século 19 (em 1875), o primeiro imigrante italiano da Famiglia Valduga desembarca no Brasil e se estabelece na localidade onde hoje é o Vale dos Vinhedos. Com o passar dos anos, a vinícola se expandiu para outras regiões produtoras, montou outros negócios e cravou a sua marca na história vitivinícola do Brasil. Hoje coleciona mais de 300 prêmios em concursos nacionais e internacionais, alicerçada no foco da qualidade dos vinhos e espumantes que elabora (a sua cave subterrânea, com capacidade para 6 milhões de garrafas, é considerada a maior da América Latina).

Um de seus espumantes mais comercializados é o Casa Valduga Arte, elaborado pelo método tradicional (champenoise) e composto pelo blend de 60% Chardonnay e 40% Pinot Noir. Tem coloração palha muito claro e brilhante. Na taça um perlage constante, fino e formador de uma bela coroa que expressa aromas de frutas brancas e tropicais, brioche e amendoado. Quando levado à boca, esse vinho traz refrescância e citricidade e um final longo e saboroso.

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Esse espumante fica 12 meses em autólise na cave subterrânea.

Combina com canapés, saladas, frutos do mar, carne de frango e várias entradinhas e petiscos, basta usar a imaginação.

Possui 11,5% de graduação alcoólica, e o ideal é ser degustado na temperatura de 4 a 6 graus.

Possui 12,5% de graduação alcoólica, e o ideal é ser degustado na temperatura de 8 a 10 graus. Você encontra os vinhos Torres na Wein Haus, loja especializada em vinhos, localizada na Avenida João Pessoa, 895, Santa Cruz do Sul, fone (51) 3711 3665, telentrega pelo (51) 98416 6407 e site www.weinhaus.com.br.

E lembre-se: se beber, NÃO DIRIJA!

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POR AÍ…

A chegada da primavera e a aproximação das festas de fim de ano já refletem na mudança da escolha de compra do consumidor quando o assunto é bebida. Os vinhos finos cederam a liderança em volume mensal para as borbulhas, que em outubro correspondem a 72% das garrafas comercializadas, o equivalente a 4,6 milhões de litros. Se considerarmos o intervalo de janeiro a outubro deste ano, foram vendidos 14,8 milhões de litros de espumantes, sendo 8,6 de brut (-3,80% em relação a 2019) e 6,2 de moscatel (17,38% se comparado ao ano anterior). A expectativa da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) é que as vendas de espumantes sigam na crescente, diante do Ano-Novo, mesmo em meio a uma pandemia global. A grande performance do ano – mesmo que as vendas registrem uma queda de -13,16% de setembro a outubro – vai para os vinhos finos, que brindam um incremento de 60,40% nos dez meses de 2020 em comparação a 2019. São 20,8 milhões de litros contra 12,9 no ano passado. Se equiparado a 2016, um dos anos que servem como referência do setor, o aumento é de 25,73%.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

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