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Memória

Marmelada no ringue (I)

Um dos programas de maior sucesso da televisão brasileira, nas décadas de 60 e 70, foi o telecatch. Quem não tinha tevê em casa corria para os vizinhos que já contavam com o aparelho, para não perder os combates de luta-livre.

O programa foi criado pela extinta TV Excelsior, do Rio, em 1965. Em 1967, foi levado para a Globo, onde foi exibido até 1969, sábados à noite. 

Ainda em 69, passou para a TV Tupi, domingos à noite. No Rio Grande do Sul, era retransmitido pelas antigas TV Gaúcha ou TV Piratini. Em 1972, a censura acabou com as apresentações.

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Gran Caruso derrota Romano em luta memorável

Nos anos 60, para fazer frente à audiência da Piratini (vinculada à Tupi), a Gaúcha (Globo) criou seu próprio programa de lutas, o Ringue Doze. Elas ocorriam domingos à noite, no ginásio da Brigada, em Porto Alegre. 

No Ringue Doze, os lutadores vinham do centro do País, Uruguai, Argentina e Paraguai. O radialista Éldio Macedo fazia as apresentações e o comentarista era Jorge Alberto Mendes Ribeiro.

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As lutas eram uma encenação, misto de teatro e circo, mas que exigiam treinamento e capacidade física dos atletas. Eles davam “voadoras”, aplicavam “tesouras” e tinham muita técnica nas quedas.

O espetáculo-marmelada colocava frente a frente o “bonzinho” contra o “malvado”. Aproveitando a “distração” do juiz, o primeiro batia no bom até “tirar sangue”. Ele usava golpes baixos como socos, mordidas, pontapés, dedos nos olhos e outros. 

Quando tudo parecia perdido, o bonzinho recuperava as forças, aplicava uma série de tesouras voadoras no malvado e vencia a luta. O principal personagem do telecatch foi Mario Marino, o popular Ted Boy Marino.

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