Memória 07/08/2017 09h27 Atualizado às 09h43

Trânsito movimentado

Com poucos carros na cidade, acidentes chamavam a atenção da comunidade

Foto: Reprodução

Acidente na frente do antigo Colégio das Irmãs atraiu curiosos
Acidente na frente do antigo Colégio das Irmãs atraiu curiosos

Compartilhamos com os leitores duas imagens de acidentes envolvendo veículos. A leitora Márcia Regina Dopke nos encaminhou foto de uma batida na década de 40, quando a Rua Ramiro Barcelos (quadra em frente à Catedral) estava prestes a receber o primeiro calçamento da cidade. Na época, ainda não havia as duas pistas, como hoje.

Na esquina do antigo Colégio das Irmãs, chocaram-se de frente um automóvel da firma Becker Irmãos, dirigido por Germano Becker, e um caminhão da Prefeitura. Não foi possível apurar se houve feridos ou apenas danos materiais.

Muita gente foi ver o ocorrido. Afinal, acidentes com carros e caminhões, ainda mais no Centro, não eram comuns, pois o movimento de veículos era pequeno. Houve quem apostasse que aquela tinha sido a primeira batida do gênero na cidade.

O colaborador Luiz Kuhn nos encaminhou foto de um acidente com caminhão. O veículo não venceu uma curva e capotou.


Caminhãozinho não venceu a curva e capotou fora da estrada

O movimento de carros só começou a se intensificar no final da década de 60 e início dos anos 70. Em junho de 1972, a cidade ganhou sua primeira sinaleira, na esquina do Quiosque.

Nos anos 50 e 60, o número de veículos era reduzido. Em 1956, o Guia Geral de Santa Cruz revelou que a cidade tinha 272 automóveis particulares. Havia ainda 31 carros de aluguel; 245 caminhonetes; 54 jipes; 26 ônibus e 19 motociclos. 

O Guia também aponta que existiam 105 caminhões. Somando cidade e interior, chegava-se a 1.165 veículos automotores. O número de bicicletas era bem maior: 1.908.