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30/01/2012 - 16h02

Oscar Pistorius prepara ida para Londres/2012

Após polêmica e medalha inédita, paralímpico se aproxima vaga na Olimpíada e tem até chance de medalha
Foto: AP

Assim que acabou a final do revezamento 4x400m no Mundial de Daegu (CDS), em setembro, a maior manifestação de euforia não partiu de nenhum dos atletas em pista. Veio das tribunas.

De lá, um sul-africano sentiu uma satisfação especial ao ver a equipe de seu país terminar em segundo lugar, atrás dos Estados Unidos e à frente da Jamaica. Com a prata a que tinha direito por ter disputado as eliminatórias da prova, Oscar Pistorius, duplamente amputado nas pernas, se tornava o primeiro paralímpico a ir ao pódio em Mundiais de Atletismo. Isso, porém, é passado. Agora, as metas do velocista são ainda mais audaciosas: qualificar-se para a Olimpíada de Londres e ir ao inédito pódio.

Os objetivos são difíceis, mas alcançáveis, principalmente nos 400m - ele também corre os 100m e os 200m. Pistorius já obteve um índice olímpico "A" definido pela federação sul-africana ao cravar 45s07 nos 400m em uma competição em julho de 2011. Ele precisa, no entanto, repetir a marca até junho para carimbar o passaporte. Se obtiver a classificação, deve compor o revezamento que brilhou em Daegu e é cotado para medalha em Londres.

Pistorius nasceu sem as duas fíbulas - osso na face lateral da perna que dá suporte aos músculos - e teve suas pernas amputadas ainda criança. Seis meses após a cirurgia, ganhou suas primeiras próteses e, mais tarde, a ligação com o esporte começou. Debandou pelo rúgbi, tênis e luta olímpica antes de, como que por acaso, principiar no atletismo já tardiamente, aos 17 anos.

Em pouco tempo, foi de aprendiz a fenômeno: levou quatro medalhas de ouro nas Paralimpíadas de Atenas e Pequim, estabeleceu-se como o paralímpico mais rápido do mundo, mas sempre nutriu o sonho de competir contra atletas sem deficiência.

As chances de medalha são maiores no revezamento, mas para sonhar com uma eventual final olímpica nos 400m Pistorius admite que ter de correr abaixo de 45s. A marca, por si só, e por se tratar de um atleta com amputações, é muito expressiva. Como comparação, o melhor brasileiro na prova na temporada passada foi Anderson Henriques, com 45s71 - vale lembrar que, por enquanto, ninguém do Brasil fez o índice nacional da prova, que é 45s17.

Mesmo se a vaga na Olimpíada escapar, Pistorius ainda poderá brilhar no Estádio Olímpico. Ele será uma das estrelas da Paralimpíada, que começará em 29 de agosto, 17 dias após o fim da Olimpíada. A grande vitória, porém, ele já obteve: mostrar ao mundo que as barreiras são feitas para serem superadas:

 



fonte: Lancepress
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