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A estiagem afeta todo o Estado, inclusive a região Centro Serra. Para a cultura da uva, no entanto, a baixa umidade é fator preponderante no desenvolvimento de um fruto com maior quantidade de açúcar. Apesar da qualidade, de acordo com o presidente da Avitis, Elson Busatto, deverá haver uma quebra de 15% na safra 2011/2012. A abertura da 4ª Vindima, realizada no final da tarde de sexta-feira na Cantina Segredos da Nona, em Segredo, reuniu autoridades, convidados e vitivinicultores. Nos parreirais de Diomedes Turcatto, um dos pioneiros no plantio de parreira no município, arrendados pelos sócios Luiz Antonio Bolzan, Damião Turcatto, Mauritânio Feron e Noeli Feron Dagios, foi possível observar a qualidade excelente da uva que será utilizada para comercialização in natura, e outra parte para a produção de vinhos.
Na oportunidade, dentre diversas autoridades de toda a Associação dos Municípios do Centro Serra (Amcserra), estiveram presentes o assessor especial do ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho, Paulo Nunes, e o representante do secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento Luiz Fernando Mainardi, Carlos Carniel - Pelé. O prefeito em exercício, Valdir Rodrigues, também participou do evento, juntamente com o prefeito Alencar Feron, que está de férias.
Durante a cerimônia, um dos sócios da Cantina Segredos da Nona, Luiz Antônio Bolzan, fez um breve relato das atividades desenvolvidas na propriedade. Ele destacou a diversificação de culturas como necessidade básica para o setor agrícola do Centro Serra. Aproveitando-se da ocasião, Bolzan fez críticas aos governos Federal e Estadual, que mantêm taxas de juro elevadíssimas para pequenos produtores rurais. “Deveriam reduzir a carga tributária. O Rio Grande do Sul é o Estado que mais paga impostos. Exigimos respeito”, diz. Na sequência, Mauritânio Feron também narrou a história da propriedade, o qual chegou a emocionar os presentes.
Para o presidente da Avitis, Elson Busatto, é preciso haver investimento na melhoria das propriedades dos vitivinicultores, uma vez que os produtores estão abertos à qualificação e à profissionalização. “Queremos melhorar, mas para que isto aconteça precisamos da ajuda do poder público. Nossa prioridade, além da legalização das pequenas cantinas, é fomentar o desenvolvimento de um projeto de irrigação dos parreirais”, explica o presidente. Para Busatto, a grande maioria dos produtores poderá comemorar uma safra de elevada qualidade, embora tenha havido uma quebra na produção, estimada inicialmente em 15%.
No encerramento do evento, autoridades foram até o parreiral - considerado modelo - e realizaram a colheita simbólica das frutas. Logo depois, houve um coquetel regado a muito vinho, sucos e boa comida.