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Dom Anselmo foi sepultado ontem
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Foi sepultado ontem, ao final da tarde, no Cemitério Católico São João Batista, de Santa Cruz do Sul, o bispo emérito de Januária (MG), dom Anselmo Müller. Ele faleceu na madrugada de quinta-feira, no Hospital da Cidade de Passo Fundo.
O religioso nasceu em Santa Cruz, em 22 de fevereiro de 1932. Tornou-se padre da Congregação da Sagrada Família em dezembro de 1961. A partir daí, atuou em várias paróquias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Em 24 de junho de 1984, por ato do papa João Paulo II, foi nomeado bispo de Januária, no extremo norte de Minas Gerais. Lá permaneceu até 2008, quando passou a bispo emérito.
Em 2009, já na aposentadoria, passou a atuar na Chapada Gaúcha, colônia de gaúchos situada na fronteira de Goiás com a Bahia. Em fevereiro de 2010, ele voltou para Santa Cruz, passando a residir na casa de sua irmã Maria Inês Müller Agnes, na Rua Ramiro Barcelos, 766. Na sua terra natal, atuou como colaborador dos bispos dom Sinésio Bohn e dom Canísio Klaus, realizando crismas e celebrando missas em toda a região, especialmente na Catedral São João Batista.
De acordo com sua irmã Inês, no fim do ano passado, depois de duas cirurgias, o bispo passou a necessitar de cuidados especiais, quando se transferiu para a residência dos padres da Sagrada Família, em Passo Fundo. Há poucos dias, sofreu dois derrames e ficou internado, por nove dias, na UTI do Hospital da Cidade, falecendo na madrugada de ontem.

MISSA
Dom Anselmo foi velado na catedral onde, às 16 horas, ocorreu missa de corpo presente. O ato foi presidido pelo bispo emérito de Santa Cruz, dom Sinésio Bohn, auxiliado por dom Paulo de Conto, de Montenegro, e dom Hélio Adelar Rubert, de Santa Maria, além de duas dezenas de padres da diocese. Também esteve presente o provincial dos Missionários da Sagrada Família, padre Júlio Werlang.
O sepultamento aconteceu no Cemitério São João Batista, com acompanhamento de familiares, religiosos e amigos. O bispo de Santa Cruz, dom Canísio Klaus, está em viagem pelo Mato Grosso e Paraná, o que o impediu de comparecer às despedidas.

Trabalho voltado ao social

Da Diocese de Januária vieram quatro padres para as despedidas a dom Anselmo. “Viemos para visitá-lo, pois soubemos que estava hospitalizado. E agora estamos representando a diocese nos atos fúnebres”, explicou o padre Wellington Jorge, da paróquia de Montalvânia.
De acordo com Wellington, o santa-cruzense era muito bemquisto em Januária, onde foi responsável pela ordenação de mais de 20 padres. Ressaltou, no entanto, que a marca que deixou na região foi o trabalho social, voltado às populações pobres. Às 16 horas, na catedral de Januária, o bispo José Moreira da Silva celebrou missa em memória do seu antecessor.
O pároco da catedral de Santa Cruz, padre Orlando Pretto, definiu dom Anselmo como um pastor extremamente zeloso com a doutrina e a fé católica. Ainda disse que possuía o dom de transmitir ao povo, com simplicidade e clareza, os ensinamentos bíblicos. “A sua morte é uma perda enorme para a nossa igreja.”

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