![]() |
De acordo com dados do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC), a rinite atinge cerca de 26% das crianças e 30% dos adolescentes no Brasil. A doença se caracterizada pela inflamação das mucosas do nariz que causa espirros, coriza, obstrução nasal e coceira no nariz e na garganta. Segundo o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, uma das implicações da obstrução nasal é a respiração bucal. “Respirar pela boca interfere diretamente no crescimento e desenvolvimento da face infantil”, ressalta.
A obstrução nasal gera deficiências na capacidade de aquecimento, umidificação e filtração do ar pelas narinas, favorecendo que o ar seja inspirado pela boca. Como a respiração compõe as funções vitais do organismo, qualquer desequilíbrio causa inúmeras alterações em diferentes órgãos e sistemas. “Alterações no crescimento do crânio e da região dentofacial, na qualidade do sono, no desempenho escolar, na fala, na alimentação e na postura corporal são algumas das consequências da respiração bucal”, pontua.
Já o especialista em ortodontia e ortopedia facial Juarez Köhler afirma que a respiração bucal é um dos sintomas mais comuns na infância e seus efeitos são devastadores, trazendo consequências para o resto da vida se não houver o tratamento precoce e adequado. “As alterações interferem na qualidade de vida da criança. Desde o nascimento o organismo está programado para respirar pela via aérea nasal e assim deve ser durante toda a vida, mesmo que haja resistências a passagem de ar pelo nariz”, observa.
A respiração bucal influencia ainda o sono das crianças. Ronco, baba noturna, síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono são alguns dos problemas que dificultam uma boa noite de descanso, ocasionando dificuldades de atenção, concentração e de aprendizagem e hiperatividade. “Dormir com a boca aberta prejudica ainda o equilíbrio interno e externo da boca e dos músculos, inclusive da língua. O desequilíbrio na musculatura facial gera uma deficiência funcional importante e significativa”, evidencia Juarez.
TRATAMENTO - A alteração na musculatura prejudica a mastigação e a deglutição, fazendo com que a criança não se alimente de forma adequada. Ela pode se cansar e não comer o suficiente ou comer em excesso e rápido, resultando em magreza ou obesidade. “Além das alterações posturais dos órgãos fonoarticulatórios, a criança ainda sofre com mal posicionamento da cabeça em relação ao pescoço, influindo nocivamente sobre a coluna, principalmente cervical. Os pais devem ficar atentos a respiração dos seus filhos e procurar o profissional adequado assim que notarem qualquer modificação”, recomenda a fonoaudióloga e especialista em Distúrbios Miofuncionais e em Motricidade Orofacial, Nilse Waltrick Köhler.
A fonoaudióloga acrescenta que quanto mais cedo o tratamento tiver início, menores serão as consequências e a intensidade das implicações. “É fundamental analisar o grau de obstrução nasal e a realização de exames específicos com médicos otorrinolaringologistas que esclareçam as principais causas da respiração bucal. O tratamento deve agir diretamente na origem do problema para que a solução seja eficaz, aumentando a qualidade vida dos pacientes”, destaca.
O diagnóstico e tratamento devem ser feitos por uma equipe multidisciplinar, composta por no mínimo um médico, um fonoaudiólogo e um ortodontista, tendo em vista a complexidade do problema. “O médico irá tratar a obstrução nasal, o ortodontista ou ortopedista facial irá corrigir as alterações dentárias e o fonoaudiólogo será responsável pela reeducação e adaptação da respiração através da adequação das funções orais e equilíbrio da musculatura”, finaliza Nilse.
À espera da cegonha
Emocionante ansiedade
Ainda não te conhecemos, mas já te amamos muito!
Papai Gean Miranda e mamãe Priscila Perreira estavam ansiosos pela chegada de sua princesinha Marthina, que nasceu no dia 17 de maio.
Este espaço é seu. Papais e mamães são convidados a participar com uma foto e um texto de aproximadamente 10 linhas, relatando os momentos mais marcantes da gravidez e os preparativos para a chegada de seu bebê. Envie para meubebe@gazetadosul.com.br ou traga à redação da Gazeta do Sul.
Atenção! O interesse por esta coluna é grande. Vários têm sido os participantes e o prazo para publicação pode ser longo. Portanto, não deixe para o final da gestação para encaminhar sua foto e texto.