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Em 26 dias de trabalho, a força-tarefa da Corsan, junto com a equipe de funcionários do escritório de Santa Cruz do Sul, praticamente acabou com a falta de água que vinha atingindo vários pontos da cidade. As medidas adotadas também estão garantindo um nível adequado nos reservatórios, mesmo com o calor intenso das últimas duas semanas.
O diretor de operações da Corsan, Ricardo Röver Machado, esteve em Santa Cruz nesta sexta-feira, avaliando os resultados das medidas anunciadas dia 23 de janeiro, quando a cidade vivia um momento crítico no abastecimento. “Podemos comemorar os avanços. O abastecimento está normalizado e deve melhorar ainda mais no decorrer dos próximos dias.”
Conforme ele, a força-tarefa, que reúne 21 servidores da estatal vindos de outras cidades, mais a equipe do escritório local, concentrou suas atenções em dois pontos: a revisão das 28 válvulas de pressão e a contenção de vazamentos. O primeiro ponto é relevante, pois o equilíbrio delas evita o rompimento de redes. Boa parte está revisada, algumas serão substituídas e novas serão instadas. Uma delas ficará no alto da Rua Marechal Deodoro, para acabar com os problemas que acontecem no entroncamento com a Rua Joaquim Murtinho e na frente da Padaria Pritsch.
Quanto aos vazamentos, explicou que 20% das ruas já foram percorridas e foram corrigidos 111 pontos de escapamento de água. Muitos eram profundos, classificados como vazamentos invisíveis. Machado garantiu que o esforço concentrado será mantido por mais dois meses e que todas as ruas da cidade serão visitadas.
Os resultados positivos já são percebidos. Conforme o diretor, os reservatórios da Corsan amanhecem com níveis adequados, mesmo com o forte calor, e se mantêm durante o dia. Com isso, pode ser evitada a manobra de direcionamento de água, ou seja, reduzir o fornecimento em determinada região para atender outra.
Reclamações estão zeradas
Conforme avaliação dos técnicos da Corsan, o sistema de abastecimento de água em Santa Cruz entrou em crise, no final do ano passado e início de 2012, devido ao excesso de consumo. Houve um desequilíbrio na pressão das redes, o que agravou os vazamentos, e no sistema de reservagem. “Só com a equipe local, não havia mais condições de atender a comunidade da maneira como ela merece”, explica Ricardo Machado.
Diante disso, foi criada a força-tarefa. Quem comemora os resultados é o gerente do escritório local, Rogério Medeiros. Segundo ele, as queixas de desabastecimento estão zeradas. “Hoje temos atendido só casos pontuais de falta de água, o que é normal em uma cidade como Santa Cruz.”
Medeiros e o coordenador operacional de Santa Cruz, engenheiro Geraldo Nicolau Fontoura, acompanharam o diretor Ricardo Machado em visita à Gazeta Grupo de Comunicações. Os três pediram a colaboração da comunidade no sentido de informar a existência de vazamentos e outros problemas relacionados ao setor.