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Brasília – O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu ontem um inquérito e determinou a quebra do sigilo bancário do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e de outros investigados por suspeita de envolvimento com o empresário do ramo de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Ao determinar ao Banco Central que informe as movimentações financeiras de Demóstenes Torres nos últimos dois anos, o ministro Lewandowski atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que quer investigar o senador, mais dois parlamentares e outros suspeitos de participar do esquema da máfia dos caça-níqueis. No inquérito serão apuradas suspeitas de corrupção, prevaricação e advocacia administrativa.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), classificou ontem como “graves” as denúncias que envolvem o ex-líder do Democratas, Demóstenes Torres (GO). Sarney disse que vai dar encaminhamento à representação apresentada quarta-feira pelo PSOL, que pede a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra Demóstenes. O senador é suspeito de ter negócios ilícitos com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, por exploração de jogos ilegais em Goiás.
“As denúncias são graves e o que nós temos (que fazer) aqui é colocar em andamento as representações que forem feitas”, afirmou Sarney, em rápida entrevista concedida depois da reunião com o presidente interino do Conselho de Ética do Senado, Jayme Campos (DEM-MT).
Vice-presidente do Conselho, Jayme Campos já disse que se sente impedido de conduzir o caso envolvendo Demóstenes, seu colega de partido. O cargo no conselho está vago desde setembro do ano passado, quando o senador João Alberto (PMDB-MA) deixou a Casa para ocupar um cargo no governo de Roseana Sarney. (AE)