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04/02/2012 - 11h36
Cpers apresenta calendário para pagamento do piso do magistérioConselho debateu assunto e considerou insuficientes os 23,5% encaminhados pelo governo
Reunido na manhã dessa sexta-feira, 04, em Porto Alegre, o conselho geral do Cpers/Sindicato aprovou uma proposta para viabilizar o pagamento do piso salarial referente a 2011 para professores e funcionários de escola. A proposta será debatida com a categoria até a próxima assembleia geral, marcada para 9 de março. Nos dias 14, 15 e 16 do mesmo mês, haverá paralisação nacional para pressionar os governadores a pagar o piso. A entidade se mostrou descontente, mas ainda não rejeitou a proposta feita pelo Piratini na semana passada, que prevê reajuste de 23,5%, dividido em três parcelas. “O governo apresentou uma proposta que só aumenta o abismo entre o compromisso assumido de pagar o piso e a efetivação do mesmo”, frisa a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira. Em seu site oficial, a categoria quer um reajuste sobre o salário básico de 19% em maio, 14% em agosto e 10,64% em novembro, para assim chegar ao valor do piso de R$ 1.187,37, que corresponde ainda ao ano passado. De acordo com a representante dos professores, as tentativas de diálogo até agora foram em vão e o sindicato não aceita justificativas do governo. Recentemente, o secretário estadual de Educação, José Clovis de Azevedo, enfatizou que a proposta de 23,5%, que atenderia também os funcionários de escolas, absorve o que está previsto para reajuste do piso nacional, mantendo a diminuição da diferença entre o valor do vencimento básico e o piso nacional dos professores. “O governo reafirma seu compromisso com a valorização da categoria e com o pagamento do piso de forma gradativa”, frisou. Com o aumento proposto, quase 90% dos professores ganhariam acima de R$ 2 mil. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, declarou que o acumulado de reajustes entre 2011 e 2012 chegaria a 36,97%, contra 12,92% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). No entanto, Rejane afirma que o aumento é insuficiente. Segundo ela, seria de apenas 6,8%, já que, quando há incorporação do abono no básico, o valor dos rendimentos é recalculado, incluindo triênio e as vantagens do plano de carreira.
fonte: Redação Gazeta do Sul
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