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04/02/2012 - 12h00
Hospitais rejeitam leitos para usuários de drogasEstabelecimentos de saúde de Santa Cruz do Sul não tem interesse na ampliação de vagas
Os hospitais de Santa Cruz do Sul não têm interesse em vagas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde em enfermarias especializadas para os usuários de crack e outras drogas no País. O Hospital Santa Cruz, que dispõe de apenas um leito para atender essa demanda, não tem objetivo de investir no setor. “Não temos planos de expansão nesta área”, explica o diretor-geral, Leo Kraether Neto. O Hospital Ana Nery não oferece este tipo de serviço. Mais de 3.508 novos leitos são oferecidos na portaria do governo federal, publicada na última quarta-feira, elevando o valor do repasse médio para pagamento das diárias nos hospitais gerais, além de criar um estímulo financeiro para a implantação. O investimento previsto de R$ 670 milhões para melhorias faz parte do programa Crack, é possível vencer, lançado em dezembro. De acordo com o secretário da Saúde de Santa Cruz do Sul, Edison Rabuske, neste fim de semana haverá uma reunião onde será sugerida essa oportunidade aos hospitais. “O Santa Cruz e o Ana Nery não demonstraram interesse. Já o Monte Alverne sim. Dessa forma, a intenção é ver nessa reunião como procederemos para tentar as vagas”, afirma. Segundo o presidente do Hospital Monte Alverne, Lauri Storch, a possibilidade está sendo avaliada junto da comunidade. Usuários de crack e outras drogas que precisam de tratamento, normalmente, acabam sendo encaminhados para hospitais de Candelária, Rio Pardo e Rio Grande, devido à falta de leitos específicos na cidade. O secretário acrescenta a importância de trabalhar a prevenção. “Essas vagas são importantes, o valor também é bom, mas não podemos deixar de trabalhar na prevenção.” DIÁRIAS Atualmente são 1,6 mil vagas em enfermarias especializadas no País e também haverá um aumento nos valores das diárias em até 250%. Os hospitais passarão a receber R$ 300 por dia para os sete primeiros dias de internação dos pacientes com distúrbios psíquicos ou problemas com drogas. Do oitavo ao 15º, a diária passa para R$ 100 e a partir do 16º o valor se estabelece em R$ 57. Com o aumento das diárias, fica instituído incentivo financeiro de custeio anual no valor de R$ 67.321,32 em cada leito implantado. fonte: Redação Gazeta do Sul
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