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16/02/2012 - 07h14

Delegado admite dificuldade para efetivar prisões e teme latrocínio

Vídeo: Santa-cruzenses opinam sobre o que fazer para conter os assaltos
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17/02/2012 - 05h23
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A preocupação com a onda de assaltos no Vale do Rio Pardo nos últimos meses ecoa entre os postos mais altos da polícia. O chefe da 16ª Delegacia de Polícia Regional, Julci Severo, garante que os órgãos de segurança não estão medindo esforços para reprimir os crimes, mas admite dificuldade para efetivar as prisões. O problema, segundo ele, não está na identificação dos autores, mas na obtenção de provas contundentes, garantindo que os bandidos não irão sair da cadeia no dia seguinte.

Para o delegado, o prende-e-solta por conta do inchado sistema carcerário e das alternativas garantidas pela lei aos criminosos acabam por incentivar a ação dos assaltantes, apoiados na sensação de impunidade. Com a perpetuação dos roubos, Severo enxerga a infeliz possibilidade de que a população resolva fazer justiça por conta própria, aumentando as chances de uma desgraça ainda maior. Um caso de latrocínio (roubo com morte) é o principal temor da polícia. “Como cidadão, para mim também é muito preocupante.” Só esta semana já foram registrados três assaltos na região. Desde o início de dezembro o número passa de 80.

ENTREVISTA COM O DELEGADO REGIONAL JULCI SEVERO

Gazeta – O senhor teme que, diante da sequência de assaltos, possa ocorrer uma situação ainda mais grave, como um latrocínio a partir da reação de uma vítima, por exemplo?

Severo – Como cidadão, para mim também é muito preocupante. À medida em que a população se amedronta, daqui a pouco vai haver um conflito. Continuo com a mesma preocupação do ano passado, quando ocorreu a outra onda de assaltos. Está amadurecendo uma desgraça.

Gazeta – Por que razão os assaltos migraram para o interior?
Severo – A Polícia Civil e a Brigada Militar têm uma boa capacidade de resposta na área urbana. No ano passado ocorreram muitas prisões, identificações de envolvidos e posteriores processos. Então os bandidos encontraram dificuldade de atuação no meio urbano e se espalharam. Com o conhecimento de alguns deles sobre a zona rural, se juntam e fortalecem as ações. E os presídios, infelizmente, são uma escola, o que acaba potencializando os crimes. Além disso, não tem como colocar um brigadiano em cada estrada. São áreas extensas e a região é um formigueiro de saídas, rotas de fuga.

Gazeta – O que precisa mudar?
Severo – No interior, principalmente, o sujeito tem uma arma em casa e pensa que está protegido, quando na verdade está colocando a arma nas mãos do bandido. A Polícia Civil está trabalhando com todos os esforços e efetivo para reprimir os assaltos. Esperamos que a gente consiga resolver este problema. Mas não depende só de nós. As leis existem. O que tem que haver é vontade política para resolver algumas questões que ainda geram a sensação de impunidade e incentivam os bandidos.



fonte: Redação Gazeta do Sul
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Comentários

Veja abaixo os últimos comentários sobre essa notícia.
jorge
16/02/2012 - 15h34 | 201.15.xxx

"O que a populacao entende de policiamento ou investigacao de crime. Deveriamos incentivar a populacao a auxiliar as policias fornecendo informacoes q possam auxiliar na elucidacao destes delitos, inclusive nao so no interior mas na area urbana."
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