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28/02/2012 - 12h43

Economia deve crescer mais em 2012 que em 2011

Presidente do BC ressaltou que a inflação deve continuar em sua trajetória de convergência à meta

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, previu nesta terça-feira, 28, que, a despeito da expectativa de desaceleração do crescimento global em 2012 e de um avanço relativamente baixo para os próximos anos também, o Brasil deve acelerar sua expansão em 2012, na comparação com o ano passado. Para ele, a projeção é a de que o País cresça mais no segundo semestre e que a inflação continue em sua trajetória de convergência para a meta.

Tombini ressaltou que o mundo tem visto adoção de políticas monetárias expansionistas. "A adoção de medidas expansionistas tem ampliado a liquidez do mercado global", disse. Para ele, os investidores têm se posicionado mais do que no ano passado, com a menor aversão a risco, e esse movimento deve intensificar o fluxo de capitais para as economias emergentes. Com isso, o presidente do BC considerou que há uma maior propensão de os investidores tomarem maior risco em 2012.

De acordo com ele, o movimento é uma reação à maior liquidez e percepção de que a economia americana ganhou uma perspectiva de melhora à frente. "(O mercado) Já estava liquido, mas foi intensificado com a ação do Banco Central Europeu", identificou. O presidente do BC salientou, porém, que permanecem fatores de risco, que a redução dos gastos não é um processo simples e que várias economias da zona do euro já estão em recessão. "Devemos ter dados alvissareiros no curto prazo", previu.

Outro risco detectado por Tombini, além da recessão na Europa, é o menor avanço das economias da China e de países emergentes. "Há uma redução do risco de pouso forçado na China, apesar de perspectiva de desaceleração do crescimento", salientou.

Apesar disso, ele afirmou que permanecem alguns obstáculos à economia dos EUA. E citou quatro: o setor imobiliário, o endividamento das famílias, que recua, mas de forma lenta, continuando alto em relação a sua média histórica, o nível de desemprego em queda lenta e a política econômica e fiscal com baixo espaço de manobra.

O presidente do BC disse que, até 27 de fevereiro, há rentabilidade positiva das bolsas no mundo. "Esse quadro ampla a liquidez e a menor aversão ao risco", considerou. Para os países emergentes, ele citou a retomada do fluxo de capitais neste início de ano. "Vimos uma contração do fluxo de capitais no segundo semestre do ano passado e vemos uma recuperação principalmente para bolsas de valores e fluxo de ações", disse. "Em 2011, houve saída de capitais, mas imagino uma reversão do fluxo no início do ano."



fonte: Estadão
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