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08/01/2010 - 08h38

Travessia do Jacuí poderá ser feita por uma balsa

Travessia do Jacuí poderá ser feita por uma balsa

Quatro dias depois da queda da ponte sobre o Rio Jacuí, na RSC-287, ainda não está definido o que será feito facilitar a ligação entre Santa Cruz do Sul e Santa Maria. A Associação dos Municípios do Centro do Estado (Amcentro) sugere a colocação de uma ponte móvel e de uma barca para resolver o problema emergencialmente.

A reconstrução da estrutura destruída pela enchente pode levar um ano ou até mais. O fato preocupa o Estado e, particularmente, os 34 municípios que formam a Amcentro. O presidente da entidade e prefeito de Restinga Seca, Tarcizo Bolzan (PMDB), disse ontem que já ocorreram reuniões para discutir o futuro. “A governadora garantiu a reconstrução, mas a gente sabe que esse processo é demorado. Nós precisamos de uma solução emergencial.”

Comentou que os prefeitos tiveram reunião com o 3º Batalhão de Engenheria de Combate, de Cachoeira do Sul, que poderá instalar uma ponte móvel no local. A princípio, no entanto, ela só daria passagem a veículos leves. Por isso, frisou que a associação também está gestionando a colocação de uma balsa, que transportaria os caminhões e ônibus. O setor de relações públicas do batalhão informou, ontem à tarde, que ainda não existe uma definição sobre o que será feito na travessia.

BARCA

Bolzan lembrou que, no passado, a travessia do Jacuí era realizada de barca, em um passo distante 500 metros da ponte que caiu. Inclusive, a estradinha de acesso ainda existe. “Diante da importância deste trajeto, entendo que seria muito importante instalar a ponte móvel e a balsa.”

O presidente da Amcentro destacou que, desde segunda-feira, os veículos estão desviando por Restinga Seca, Formigueiro e São Sepé até a BR-290. No lado de Agudo, passam por este município e Dona Francisca, quando voltam para a RSC-287. Os dois trechos são da RS-149 e não estão em boas condições. Com o tráfego intenso, a situação deve piorar. “Por isso, mais ainda, torcemos por uma solução urgente.”

ALTERNATIVA

A passagem por Agudo e Dona Francisca, com a saída próximo ao trevo de Restinga Seca, é apontada por alguns motoristas como uma rota alternativa para ligar Santa Cruz do Sul e Santa Maria enquanto a ponte estiver em obras. Bolzan alerta que no trecho existem duas pontes com cabeceiras danificadas. Se o Daer fizer a recuperação destes pontos, concorda que é uma alternativa para veículos leves. No entanto, a estrada não é ideal para caminhões.



fonte: Jornal Gazeta do Sul
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