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08/01/2010 - 08h41

Ponte de Agudo já foi interditada duas vezes

Concluída em 1963, a ponte levada pelo Rio Jacuí na manhã de terça-feira é cercada de histórias envolvendo sua estrutura. Além de ter passado por reparos em função de outros deslizamentos, ela costumava gerar comentários entre os motoristas e moradores da região central do Estado em direção a Santa Maria.

Um das mais conhecidas é de que a estrutura costumava passar a sensação de movimento a quem andava sobre ela. O ex-militar Claudemir Martins Pedroso, conhecido como Drurys, confirma essa história. No começo dos anos 1990 ele estava no Exército e atuou em uma operação organizada para reconstruir a cabeceira da ponte que havia cedido com a chuva. “Ficamos dois dias no local e o trânsito estava em meia pista”, recorda.

Na época ele e os colegas atuaram na sinalização e o conserto foi realizado dentro de pouco tempo. “Não era algo muito grave, mas já havia risco”, completa. Com 314 metros de extensão a ponte apresentava, segundo Pedroso, um pequeno desnível.

“Quando andava por ela era possível sentir ‘um frio na barriga’ porque havia essa diferença, semelhante a uma pequena baixada”, observa.

INTERDIÇÃO

Outra situação de risco envolvendo a ponte foi verificada entre 1980 e 1984. O motorista Arcildo Rech, que há 30 anos trabalha na Viação União Santa Cruz, conta que, num domingo, quando fazia a linha Santa Maria – Caxias do Sul, foi informado de que não poderia passar pela ponte do Jacuí na então RS-509. Ele não lembra o ano em que ocorreu o problema. “Só sei que a estrada ainda não era asfaltada.”

A ponte ficou fechada por algum tempo, quando passou por reparos. Diante disso, os ônibus faziam um desvio, circulando por Agudo e Dona Francisca, saindo próximo ao trevo de Restinga Seca. A recuperação da ponte demorou pouco mais de um mês.

O motorista acredita que este antigo desvio poderá novamente ser usado enquanto a ponte estiver sendo reconstruída. Frisou que existe uma estrada asfaltada que passa por Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno e São João do Polêsine, ingressando na RSC-287 próximo a Restinga Seca. Advertiu, no entanto, que a rodovia é estreita e bastante sinuosa. “Ela pode ser usada de forma emergencial, pois não vai comportar o tráfego pesado por muito tempo.”

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publicado por: Luana Rodrigues

fonte: Jornal Gazeta do Sul
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