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12/01/2010 - 09h04

Carta de Candelária pede socorro à área rural

Carta de Candelária pede socorro à área rural
Foto: Janaína Zilio

A enxurrada devastadora que assolou dezenas de municípios gaúchos no início da última semana deixou um saldo preocupante. São perdas ainda incalculáveis, com prejuízos principalmente para o meio rural. Para analisar as consequências do desastre climático e encontrar soluções para os problemas, a região central do Estado uniu forças e elaborou um documento a ser encaminhado aos governos federal e estadual.

A chamada Carta de Candelária foi ajustada ontem, em reunião na Câmara de Vereadores de Candelária. Prefeitos, deputados e lideranças do Vale do Rio Pardo, Vale do Jacuí e Centro-Serra deliberaram sobre as medidas mais urgentes a serem solicitadas para amparar o produtor rural que, em muitos casos, viu suas lavouras, animais e residências literalmente irem por água abaixo. O documento requer o perdão das dívidas referentes aos contratos celebrados junto aos órgãos de financiamento agrícola no período de 2007 a 2009; priorização da liberação de recursos de emendas parlamentares para o exercício de 2010 aos municípios atingidos pelos temporais; e abertura de uma nova linha de crédito especial aos agricultores prejudicados para que possam retomar suas atividades.

Na justificativa do documento, foi destacada a crise internacional do ano passado, quando o produtor rural não se omitiu em combater a anormalidade, pagando os impostos relativos ao seu setor e também aquecendo o mercado interno ao adquirir produtos da linha branca. Na Carta de Candelária também são apresentados dados referentes à última enchente, quando mais de 20 municípios decretaram situação de emergência somente no Centro do Rio Grande do Sul, onde o PIB do setor primário é de 34,6%.

MOBILIZAÇÃO

As lideranças divergiram sobre alguns pontos do documento, mas concordaram por unanimidade que a mobilização gera mais força na busca por auxílio. O deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP) disse que, neste momento, a união é fundamental para se colher resultados. O parlamentar também defende o levantamento detalhado dos prejuízos em cada município para que, com dados precisos, possa se pressionar ainda mais o governo em Brasília.

Mobilização também vem sendo palavra de ordem na Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), que, em conjunto com Emater e Sinditabaco, está saindo a campo para contabilizar os prejuízos dos fumicultores. “Até o dia 15 já vamos ter um levantamento prévio das perdas”, prevê Heitor Petry, vice-presidente da Afubra. “O grande desafio será o que fazer diante dos problemas.”



fonte: Jornal Gazeta do Sul
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