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03/02/2010 - 08h00

Leptospirose deixa a Saúde em alerta

Leptospirose deixa a Saúde em alerta

O setor de Epidemiologia da Secretaria da Saúde de Santa Cruz do Sul está investigando 13 casos de suspeita de leptospirose ocorridos na cidade e no interior em janeiro. A doença, transmitida pela urina de ratos, pode levar à morte se não for tratada a tempo.

As enchentes e o calor de janeiro, além dos prejuízos materiais, trouxeram outro problema, esse de saúde pública. Em várias cidades da região, a leptospirose está deixando as autoridades sanitárias em alerta. Em Santa Cruz, a enfermeira Luciana Simon Fanfa, da Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde, informa que ocorreram 13 notificações no mês passado. Em dois casos, os exames deram negativo. Os demais aguardam o retorno do Laboratório Central (Lacen) do Estado.

Conforme ela, no verão a incidência aumenta, pois as pessoas costumam procurar rios, arroios e açudes para se refrescar. Ocorre, no entanto, que os ratos também sentem calor e vão para esses locais. Ao urinarem nas margens, ali depositam a leptospira, que sobrevive no solo úmido e na água. As pessoas pisam nesses pontos contaminados e, se tiverem um arranhão ou um machucado, vão absorver a bactéria.

Luciana explicou que as enchentes ajudam a elevar os casos. Além de desalojarem os ratos que costumam viver nas redes de esgoto, a água contaminada invade pátios e casas, aumentando os riscos. Também atingem plantações, até mesmo de hortigranjeiros. Por isso, é importante que as verduras sejam muito bem lavadas. “A pessoa pode se contaminar comendo alface, couve-flor ou qualquer produto saído da terra.”

Mesmo que Santa Cruz tenha apenas casos suspeitos, recomenda cautela. Quem apresentar febre alta repentina; dor muscular especialmente na panturrilha; pele amarelada e urina escura, deve procurar atendimento médico. Quanto antes for iniciado o tratamento, maiores serão as chances de cura.

MÉDIA

Em 2009, Santa Cruz teve 102 notificações com suspeitas de leptospirose. Dessas, 29 foram confirmadas e nenhuma resultou em óbito. Sete aconteceram em fevereiro. As 13 notificações de 2010, segundo Luciana, estão um pouco acima da média.

Em Vera Cruz, de novembro até agora, já foram confirmados 15 casos. Em Passo do Sobrado, em 30 dias, houve três confirmações.

TRATAMENTO IMEDIATO

Conforme Luciana Simon Fanfa, os médicos devem sempre fazer as notificações das suspeitas de leptospirose. Com isso, a Vigilância Epidemiológica passa a acompanhar o caso. A pessoa é tratada com antibióticos até a chegada do resultado do exame de sangue, que é feito em Porto Alegre.

Quando o tratamento começa cedo, a recuperação é mais rápida e, muitas vezes, não é necessária a internação. Se o diagnóstico demorar, o quadro pode complicar, evoluindo para infecção generalizada, hemorragias internas e até óbito.



fonte: Jornal Gazeta do Sul
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