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Santa Cruz do Sul

04/02/2010 - 07h33

Corsan faz interrupções para evitar caos no abastecimento

Pelo menos sete bairros de Santa Cruz do Sul ficaram sem água nessa quarta-feira. Embora admita a possibilidade de vazamentos estarem reduzindo o volume que chega aos reservatórios e às residências, a Corsan aponta o consumo excessivo como causa maior do desabastecimento.

O forte calor que tem se verificado em todo o Estado estaria levando a população a consumir um grande volume de água. Com isso, e diante do risco de um colapso no fornecimento, a gerência da estatal em Santa Cruz tem optado por realizar cortes temporários em alguns pontos da cidade. “Não podemos deixar terminar a reserva que temos na Estação de Tratamento”, explica a coordenadora Operacional da companhia, Moema Custódio. Saída, explica, é ir interrompendo o abastecimento, ora em uma região, ora em outra, para garantir que a área urbana não fique totalmente sem água.

Ontem, cortes atingiram os bairros Goiás, Arroio Grande, Universitário, Higienópolis, Cristal, Beckenkamp e Centro. O gerente da Corsan em Santa Cruz, Luís Fernando Barbosa, alerta que a produção de 460 litros por segundo não está sendo suficiente porque a população não racionaliza o consumo. “A população reclama muito da Corsan, mas se cada um fizesse a sua parte poderíamos resolver esse problema.”

Segundo ele, tradicionalmente o consumo se eleva de outubro a março, com pico em janeiro. Com o calor dos últimos dias, quadro se agravou. ”Desligamos um ou dois pontos para manter água em outros. Mesclamos os bairros para não deixar sempre as mesmas pessoas sem água”, revelou.

Até no Presídio Regional, no Bairro Faxinal, a falta de água marcou presença. Da manhã de terça-feira até por volta das 10h45 de ontem, o local ficou desabastecido. Segundo o diretor Administrativo da casa prisional, Antônio Gonçalves, o problema atingiu todas as galerias e, com a situação, os detentos ficaram agitados.

Ontem pela manhã, a direção do presídio chegou a acionar o Corpo de Bombeiros para reabastecer o reservatório. Ao todo, 541 detentos ocupam as celas do regime fechado e do albergue. Só no fechado são 421 apenados, enquanto a capacidade prevista é de 168 presos. Conforme Gonçalves, a caixa-d’água existente no local demora para encher por causa do tamanho, e a grande demanda dificulta ainda mais a situação.

Ao final da noite dessa quarta-feira, a situação estava se normalizando em quase todos os bairros da cidade. Mas enquanto não chover, interrupções pontuais seguirão ocorrendo.

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publicado por: Luana Rodrigues

fonte: Jornal Gazeta do Sul
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