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A Assembleia Geral da Associação da Indústria Latino-Americana (Aila), que ocorre em Santo Domingo, República Dominicana, conta com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) e do Conselho de Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Tigre. O industrial apresenta, na tarde desta terça-feira, 09, último dia do encontro, a palestra “Oportunidades Comerciais no Brasil para os Países do Centro e da América do Sul”. Embora a indústria tenha sido o setor mais afetado pela estagnação da economia no ano passado (o PIB industrial brasileiro teve uma queda de 4,5%), Tigre destaca diante de empresários latino-americanos, em Santo Domingo, que a força do mercado interno foi capaz de manter a reação do País frente à crise internacional. O dirigente mostra que não faltam razões para se acreditar e se investir no Brasil. Segundo estimativas da CNI, para 2010 a previsão é de que o PIB nacional volte ao patamar anterior à crise, com crescimento de 5,5%, com expressiva reação do PIB industrial (7%). Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria, 62% das empresas brasileiras pretendem ampliar suas compras de máquinas e equipamentos em 2010. Paulo Tigre enumera as oportunidades abertas ao investidor, no Brasil, nos próximos anos. Opções que surgem especialmente em decorrência das obras de infraestrutura, turismo e serviços para a Copa do Mundo, em 2014; e os Jogos Olímpicos, em 2016; ou na agricultura e na energia, pela expansão da oferta de etanol e biodiesel e pela extração de petróleo. Além disso, a melhoria do padrão da classe média brasileira provoca uma maior demanda para indústrias brasileiras. A apresentação do industrial na Assembléia da Aila mostra também a pujança do País, que atualmente se coloca como maior produtor de minério de ferro do mundo, maior produtor e exportador de café e de cana-de-açúcar, e o principal exportador de soja, frango, carne e couro, e o sétimo mercado consumidor mundial. A abundância de recursos naturais também é um fator que coloca o Brasil como um dos principais países a se investir. Enquanto a porcentagem de energias renováveis na matriz energética do planeta alcança 14%, no País ela é de 45%. O País tem como base as hidrelétricas, com 85%, enquanto as termoelétricas são responsáveis por apenas 15%. enviado por: Luana Rodrigues
fonte: FIERGS
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