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Santa Cruz do Sul

10/03/2010 - 07h48

Corsan registra média de dez casos de vazamento por dia

Foto: Ag. Assmann/Rodrigo Assmann
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Rede antiga que não suporta muita pressão seria uma das causas das perdas

O consumo maior em dias de calor não é a única causa para as interrupções no abastecimento de água nas partes mais altas de Santa Cruz do Sul. A isso se soma um problema considerado crônico pela Corsan – os vazamentos em diferentes pontos.

Por dia, segundo levantamento da gerência, são necessários dez reparos nas redes por causa de canos rompidos. No último fim de semana um desses consertos fez com que, mais uma vez, famílias moradoras do Bairro Santo Antônio e do Loteamento Ohland sofressem com as interrupções no abastecimento. Parte da área central também foi atingida depois que um cano estourou nos altos da Rua Thomaz Flores.

“São casos isolados, mas que geram transtornos para os usuários”, reconhece o gerente, Luis Fernando Barbosa. A média, segundo ele, é de duas horas para que o serviço seja concluído. Enquanto isso as redes se esvaziam e até o fornecimento ser normalizado se passa no mínimo mais uma hora.

As causas para tantos vazamentos ­– embora a Corsan considere que eles estão dentro da média­ – vão desde as redes antigas e danificadas até o grande volume na pressão da água. Essa última, conforme Barbosa, é uma das mais frequentes. “Como a cidade tem um relevo com pontos muito altos, é necessário usar motores para dar mais pressão. Com isso, há casos em que os canos não resistem e acabam se rompendo”, frisa.

INVISÍVEIS

Os vazamentos costumam ser identificados a partir da água correndo sobre paralelepípedos ou no asfalto. Em situações como essas, os moradores das áreas próximas entram em contato com a estatal a fim de pedir providências. Contudo, existem ainda os chamados vazamentos invisíveis, por meio dos quais a água não vem para a superfície. “Esses são os nossos maiores problemas, pois ficam mais difíceis de serem identificados”, acentua.

Os rompimentos nas redes provocam, segundo a Corsan, uma perda média de 40% no volume de água tratada. Essa quantidade também estaria dentro da média aceitável, mas no fim do ano passado chegava a 50%. “Providenciamos uma série de ações destinadas a reverter esse problema. Conseguimos fazer o índice cair dez pontos percentuais, mas nossa meta é ter apenas 25% de perdas”, afirma o gerente. Para contornar essa situação foi adotada a estratégia de observação das redes por meio de equipamentos de escuta semelhantes aos utilizados por médicos. Com eles, podem ser identificadas perdas e providenciados os consertos.

SAIBA MAIS

A Corsan de Santa Cruz do Sul conta com cinco equipes encarregadas de reparos nas redes. Elas atuam em casos de emergência e, em determinadas situações, são acionadas durante a noite. Essa medida, conforme a gerência, tem como objetivo evitar que ocorram interrupções durante o dia.

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publicado por: Luana Rodrigues

fonte: Jornal Gazeta do Sul
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