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24/07/2010 - 08h39

Deputado diz que é perseguido

Deputado diz que é perseguido
Foto: Divulgação

Depois de ver seu nome excluído da lista dos políticos que tiveram suas candidaturas impugnadas pelo TRE e de tomar conhecimento que o Ministério Público (MP) vai recorrer da decisão, o deputado federal Sérgio Moraes (PTB) avaliou que está sendo vítima de perseguição por parte dos promotores. Garantiu que pode provar, com documentos, que jamais manteve telefone público no armazém do seu pai quando foi prefeito.

A inclusão do deputado na lista dos impugnados pelo Tribunal Regional Eleitoral foi divulgada no último dia 16. A origem do caso está em uma ação civil pública de 2001. Na época, Sérgio era prefeito e foi acusado pelo MP de manter um telefone público, com conta paga pela Prefeitura, no armazém de seu pai, Willy Moraes, na localidade de Cerro Alegre Baixo. Na última quinta-feira, a Justiça acolheu os pedidos da defesa e suspendeu os efeitos da condenação. O MP, no entanto, anunciou que irá recorrer.

Moraes afirmou que jamais instalou ou manteve telefone público no armazém do seu pai. “Aliás, quando fui prefeito, ele já não possuía mais esta casa comercial.” Lembrou que foi eleito para administrar o município em 1996, enquanto o estabelecimento foi vendido em 1990. “Até hoje, sou acusado injustamente. E os promotores não me permitem apresentar a verdade.”

Explicou que no governo do ex-prefeito Armando Wink foram instalados telefones públicos em várias casas comerciais do interior de Santa Cruz, para ajudar as comunidades a se comunicarem melhor. Em 1984, um deles passou a funcionar no armazém de Willy Moraes, em Cerro Alegre Baixo. Em 1990, com o falecimento da esposa, Ignez Moraes, Willy vendeu o estabelecimento para o vizinho José Lopes, que morava no outro lado da estrada. Para o novo endereço, também foi transferido o telefone.



Documentos

O deputado ressaltou que se elegeu prefeito em 1996, ou seja, seis anos depois de o aparelho já estar em outro local. Assegura que pode provar isto com documentos, mas o Ministério Público não quer ouvi-lo. “Meu sonho é que o MP me convide para mostrar os documentos e apresentar minha versão.”

Disse que leu a manifestação da promotora Simone Spadari de que irá recorrer da decisão do TRE. “Ao invés disso, por que ela não me permite apresentar minha versão? Isso é o mínimo que se pode esperar de um promotor de Justiça”, comentou.



Indignação

Conforme Moraes, sua indignação é maior por ter sido condenado por um serviço comunitário que era prestado por seu pai, falecido em 1999. Lembrou das várias ocasiões em que Willy, ou alguém da família, precisou levantar de madrugada para avisar um vizinho sobre a morte de um parente. “E o pior é ser acusado de improbidade quando o armazém e o telefone já não estavam sob a responsabilidade do meu pai há seis anos.”

O deputado alega nunca ter sido intimado para se defender. “Quando percebem que a verdade vai vir à tona, encontram um remédio jurídico para impedir que eu fale.” Frisou que a comunidade precisa conhecer a sua versão e seu desejo de levar as informações aos promotores. “Estou à espera dessa oportunidade.”



fonte: Jornal Gazeta do Sul
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Comentários

Veja abaixo os últimos comentários sobre essa notícia.
SERGIO
24/07/2010 - 10h45 | 187.66.xxx

" A perseguição da midia com o Deputado Sergio Moraes é deplorável e mostra o nivel tendencioso que a midia pode chegar.E para a Justiça que perde tempo com telefone comunitário,pergunto: como anda o caso dos 44 milhões desviados do Detran?E os 9 figurões indiciados por Improbidade Administrativa? "
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