A Biblioteca Comunitária Parque São Jorge, de Rio Pardo, ganhará um pouco mais de espaço para a colocação dos exemplares que estão, de forma gratuita, à disposição de toda a comunidade do bairro. O local recebeu de diferentes pessoas e entidades do Estado, nos últimos meses, mais de 500 livros para o acervo, que hoje gira em torno de 3.500 títulos nos mais variados segmentos literários.
A criação da biblioteca ocorreu há dez anos pela dona de casa e cabeleireira Maria Leoni Pereira da Luz, de 44 anos. Ela só estudou até a 4ª série do ensino fundamental, mas teve a ideia com o objetivo de beneficiar os moradores do bairro. Para oferecer o acervo ao público, ela diminuiu o espaço físico de sua residência, ficando apenas com a cozinha e um quarto – onde dorme com os sete filhos; dois já casaram. Nos últimos anos, a casa simples estava muito pequena para abrigar a família e os mais de 3 mil exemplares à disposição.
De acordo com a coordenadora, Maria Leoni Pereira da Luz, como o espaço estava cada vez menor para a própria família, ela decidiu que deixaria de esperar pelo apoio de órgãos públicos e foi em busca de patrocinadores para arrecadar recursos destinados à compra de materiais de construção. Ela recebeu de diversas pessoas, tanto da região quanto de fora, muitas obras nos mais diferentes gêneros literários. O projeto de ampliar a casa era sonho antigo. A reforma, que começou há poucos dias, não impede que a comunidade retire livros. “Mais de 100 pessoas passam por aqui na semana”, conta orgulhosa.
Os trabalhos devem demorar algumas semanas para serem finalizados. Os interessados ainda podem ajudar com materiais de construção e móveis usados, ou qualquer outro utensílio. “Qualquer coisa que possamos usar será muito bem-vinda”, destaca ela. O telefone é (51) 9136 4261. Além da ajuda de amigos, Maria Leoni também ganhou a mão de obra completa da ampliação. Para ajudar com os gastos, a família organizou uma rifa cujo sorteio será neste sábado. “Só tenho a agradecer. Deus queira que possamos dar ainda mais incentivo à leitura aqui no bairro”, argumenta.