A reforma do Mineirão para se adequar para a disputa da Copa do Mundo de 2014 refletiu diretamente nos grandes utilizadores do estádio, Atlético-MG e Cruzeiro, que tiveram que mandar os seus jogos na Arena do Jacaré. Porém, a baixa capacidade do estádio (13.600 lugares foram liberados), fez com que o maior clássico do futebol mineiro, que ocorrerá neste domingo, à s 18h30 (de BrasÃlia), fosse disputado apenas com a presença de torcedores do Galo. No segundo turno só cruzeirenses estarão presentes, após acordo entre as diretorias das equipes e os órgãos de segurança pública.
Além deste fato inédito, os dois times contam com um adversário indesejado, o gramado da Arena do Jacaré, que tem desagradado jogadores das duas equipes: "Está difÃcil dominá-la (a bola) no chão, a bola vem quicando muito. Quando você pensa que ela vai no pé, ela vem na canela. Quando você pensa que ela vai em cima, passa debaixo do pé", reclamou o cruzeirense Wellington Paulista. "A Arena do Jacaré é um pouco complicado até pelo estado do gramado, por estar tendo alguns jogos. É um pouco difÃcil, mas é o que vai acontecer", admitiu o atleticano Diego Souza.
À parte as reclamações, as duas equipes vivem situações distintas no Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro tem 16 pontos em 11 rodadas e está lutando para entrar no G-4, enquanto o Atlético-MG, com 10 pontos, está na zona do rebaixamento.
Para justificar o grande número de contratações que fez, trazendo jogadores de renome como os meias Diego Souza e Daniel Carvalho e o zagueiro Réver, o Atlético-MG, do técnico Wanderley Luxemburgo, deve voltar a utilizar o esquema 3-5-2, com Werley, Campos e Cáceres na zaga e Diego Souza fazendo a dupla de ataque com Diego Tardelli.
Após sofrido empate por 0 a 0 com o AvaÃ, fora de casa, com Daniel Carvalho e Neto Berola sendo expulsos, o goleiro Fábio Costa, outro recém-chegado, pediu à equipe que mantenha a mesma garra que teve contra os catarinenses no clássico mineiro.
"Espero que a gente possa ter o espÃrito que teve no jogo contra o AvaÃ. Ficou provado que o time do Atlético, quando foi pressionado, se fechou e, mesmo com dois a menos, conseguiu não tomar gols. Isso mostrou que a gente tem capacidade defensiva para fazer boas partidas. Então, se conseguirmos transferir um pouco daquela vibração e daquele comprometimento, temos boa possibilidade de sair com o resultado positivo", declarou o arqueiro em entrevista ao site oficial do Galo.
Já o Cruzeiro, do técnico Cuca, quer voltar a vencer após duas rodadas sem triunfar, nas quais perdeu para o Fluminense (1 a 0) e empatou com o Grêmio (2 a 2). Sem saber se poderá contar com os meias Gilberto e Roger, que se recuperam de lesões, o comandante cruzeirense tem treinado a equipe com Fabinho como terceiro zagueiro e Everton na armação.
O volante Henrique, autor dos dois gols do Cruzeiro sobre o Grêmio, está suspenso, e será substituÃdo por Marquinhos Paraná. Já o zagueiro Edcarlos, que foi apresentado no último domingo, treinou normalmente e está confirmado para o clássico. Outra possibilidade, que seria mais ousada, seria a escalação do atacante Robert no lugar de Everton, o que mudaria os esquema da equipe para o 4-3-3.
Para o goleiro Fábio, capitão da Raposa, a falta da presença de torcedores da equipe no estádio será, no mÃnimo, estranha. "Nossa equipe está acostumada a jogar os clássicos com o incentivo do torcedor. Vai ser uma situação diferente. Jogar clássico com uma torcida só a gente sabe que é mais difÃcil ainda, mas sabemos que o torcedor cruzeirense vai acompanhar e torcer muito", afirmou o jogador.