A comissão processante que apurou irregularidades no Daer deixa de fora a empresa vera-cruzense Kopp Tecnologia em relatório que começa a ser analisado pela Justiça. A documentação foi repassada nesta semana. Segundo denúncias que não foram provadas durante as investigações, a Kopp teria envolvimento em fraudes de licitações, em especial, sobre implantação de pardais nas rodovias. No entanto, após o trabalho da comissão, nada ficou provado e o nome da empresa de Vera Cruz não consta no relatório, que sugere a responsabilização de 17 servidores e ex-servidores do Daer. Criminalmente, ainda foram identificadas situações de falsidade ideológica. No programa O Estado na Estrada, da gestão da então governadora Yeda Crusius, foram reconhecidas má aplicação no investimento em rodovias da metade Sul e falhas na fiscalização. Com relação ao pedágio comunitário de Portão, a empresa Gussil é apontada por ter se omitido de um controle mais rÃgido do caixa e da passagem de veÃculos. O relatório final é encaminhado aos secretários da Infraestrutura, Beto Albuquerque, e da Casa Civil, Carlos Pestana, que solicitaram a instalação da comissão processante. Os secretários devem decidir pela aprovação ou não do documento, além de propôr orientações para corrigir falhas para evitar futuros prejuÃzos aos cofres públicos. Em um dos computadores apreendidos, um servidor do Daer, além de apagar e omitir provas, ainda armazenava material de pornografia infantil. Os dados foram guardados e enviados separadamente ao Ministério Público e à PolÃcia Civil para a devida apuração criminal.