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03/02/2012

Skank lança clipe em 3D nos cinemas

Sempre resta alguma coisa para amar A peça de teatro intitulada "Raisin in the sun", de Lorraine Hansberry,traz um trecho realmente admirável, que convida o público a refletirsobre os valores que guardam suas almas.

Na peça, uma família afro-americana recebe dez mil dólares provenientes doseguro de vida do pai.

A dona da casa vê no dinheiro a oportunidade de deixar o gueto onde viviano Harlem, e mudar-se para uma casa no campo, enfeitada com jardineiras.

A filha, uma moça muito inteligente, vê no dinheiro a oportunidade derealizar seu sonho de estudar medicina.

O filho mais velho, contudo, apresenta um argumento difícil de serignorado. Quer o dinheiro para que ele e um amigo iniciem um negócio,juntos.

Diz à família que, com o dinheiro, ele poderá trabalhar por conta própriae facilitar a vida de todos. Promete que, se puder lançar mão do dinheiro,proporcionará à família todos os confortos que a vida lhes negou.

Mesmo contra a vontade, a mãe cede aos apelos do filho. Ela tem de admitirque as oportunidades nunca foram tão boas para ele, e que ele merece avida boa que esse dinheiro pode lhe oferecer.

No entanto o tal "amigo" foge da cidade com o dinheiro. Desolado, o filhoé forçado a voltar para casa e dizer à família que suas esperanças para ofuturo lhe foram roubadas e que seus sonhos de uma vida melhor foramdesfeitos.

A irmã atira-lhe no rosto toda sorte de insultos. Qualifica-o com aspalavras mais grosseiras que se possa imaginar. Seu desprezo em relação aoirmão não tem limites.

Quando ela pára um pouco para respirar, a mãe a interrompe e diz: "penseique tivesse ensinado você a amar seu irmão."

A filha então responde: "amar meu irmão? Não restou nada nele para eu amar."

E a mãe diz: "sempre sobra alguma coisa para amar. E, se você não aprendeuisso, não aprendeu nada. Você chorou por ele hoje?"

Não estou perguntando se você chorou por causa de si mesma e de nossafamília, por termos perdido todo aquele dinheiro. Estou perguntando sechorou por ele: por aquilo que ele sofreu e pelas conseqüências que teráde enfrentar.

Filha, quando você acha que é tempo de amar alguém com mais intensidade?No momento em que faz coisas boas e facilita a vida de todos?

Bem, então você ainda não aprendeu nada, porque esse não é o verdadeiromomento para amar. Devemos amar quando a pessoa está se sentindo humilhadae não consegue acreditar em si mesma, porque o mundo a castigou demais.

Se julgar alguém, faça-o da forma certa, filha, da forma certa. Tenha acerteza de que você levou em conta os revezes que ele sofreu antes dechegar ao ponto em que está agora.

Essa é a graça misericordiosa! É o amor ofertado quando não se fez nadapara merecê-lo. É o perdão concedido quando não se fez nada paraconquista-lo.

É a dádiva que flui como as águas refrescantes de um riacho para extinguiras labaredas provocadas por palavras de condenação carregadas de ira.

O amor que o pai nos oferece é muito mais abundante e generoso. Amisericórdia de Deus é muito mais grandiosa e sábia.

Pense nisso

Pense com o coração no que esta lição nos traz, e reflita sobre o seuamar, sobre as condições que você impõe ao outro para que o ame, edescubra a oportunidade de amar de verdade.

Por mais que as pessoas, com suas imperfeições, tragam-nos mágoa,desapontamento ou desilusão, lembremos de que sempre resta alguma coisapara amar.

Autor:Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir do capítulo "Sempre restaalguma coisa para amar", da obra "Histórias para o coração" - organizadopor Alice Gray.

 

 

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