ATUALIZADO ÀS 16H23
O santa-cruzense Enio Knak Júnior, da dupla sertaneja Júnior e Marcel, morreu na madrugada deste domingo, 19, em Santo Ângelo Ele havia completado 28 anos no último dia 25 de janeiro. Segundo informação divulgada pela famÃlia no perfil do cantor no Facebook - e posteriormente confirmada pela necropsia realizada pelo Doutor Mauro Massafara, do Departamento Médico Legal (DML) de Ijuà - Júnior levou um choque elétrico durante um baile de carnaval que a dupla realizava juntamente com a Banda Ghermânia no Clube Gaúcho. Ele foi levado ao hospital, mas acabou não resistindo e faleceu.
O corpo dele chegou em Santa Cruz por volta das 15 horas e o velório iniciou imediatamente. A cerimônia acontece na capela da Avenida Independência da Funerária Halmenschlager. O enterro está confirmado para esta segunda-feira, 20, às 10 horas, no Cemitério Municipal de Santa Cruz do Sul.
Nas páginas em que mantinha nas redes sociais, amigos e conhecidos já prestaram as condolências à famÃlia através de mensagens de conforto.
GALERIA DE IMAGENS: Fotos da carreira de Júnior e Marcel
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COLEGAS ESTÃO CONSTERNADOS
Em entrevista ao Schwarzer Peter Programm, da Rádio Gazeta, o operador de áudio Alex Kappel, que estava trabalhando durante a madrugada na apresentação, disse que Júnior desceu do palco para interagir com o público e ao retornar desmaiou. "Tem algumas músicas que ele toca o teclado e outras que ele sai para o meio do público. Eu estava um pouco longe, mas quando ele voltou caiu desacordado. Na hora ele foi atendido por médicos do clube", disse.
Ênio Knak, pai de Júnior, e o irmão Marcel acompanharam o cantor até o hospital. Na ambulância ele foi recebendo o socorro imediato, mas não resistiu. "Enquanto eles foram fazer o atendimento, eu coloquei som mecânico. De repente me liga o seu Ênio, proprietário da banda, e avisa: "Desliga o som que infelizmente o Júnior morreu". Aà a gente encerrou tudo. Ninguém consegue acreditar no que aconteceu", lamentou.
Periodicamente a dupla se apresentava com a Banda Ghermânia, como em bailes de carnaval. No sul do Brasil, este tipo de festa é promovido por clubes, que contratam músicos em pacotes fechados para apresentações da sexta-feira ou sábado até a quarta-feira de cinzas, como neste caso. Por conta do incidente, o carnaval no Clube Gaúcho foi cancelado e o local está lacrado para investigação da perÃcia.
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"MORREU FAZENDO O QUE ELE MAIS GOSTAVA"
Por volta das 9 horas, Marcel Knak, irmão do cantor e parceiro na dupla, publicou na página de Júnior no Facebook uma mensagem agradecendo ao apoio de amigos e conhecidos.
"", diz a nota.
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PARTICIPE DA HOMENAGEM
Tem alguma foto com Júnior, da dupla Júnior e Marcel? Envie pra gente. Vamos fazer uma galeria para prestar as últimas homenagens ao cantor, que faleceu na madrugada deste domingo, em Santa Ângelo.
Pelo Twitter: @portalGAZ
Pelo e-mail redacao@portalgaz.com.br
No mural do Portal Gaz no Facebook
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GALERIA DE IMAGENS: Fãs prestam homenagem ao cantor Júnior
A CARREIRA
Júnior e Marcel começaram cedo na música, e integraram durante cerca de 10 anos a Banda Ghermânia, pertencente ao pai dos irmãos, Ênio Knak, e famosa em Santa Cruz e região.
Em 2007 resolveram montar a dupla e partir para a carreira sertaneja. Neste mesmo ano, apadrinhados pelo cantor Frank Aguiar, ficaram conhecidos nacionalmente após se apresentarem na etapa santa-cruzense da Stock Car. Eram conhecidos também como "a dupla oficial da Fórmula Truck".
No site da dupla, o perfil de Júnior conta que desde cedo ele fora incentivado pela famÃlia a estudar e conhecer sobre música. "Júnior, o mais velho da dupla, com apenas 6 anos já demonstrava interesses pela música e, através do incentivo do pai, começou e não parou mais de estudar, aprender e de se aprimorar. Hoje, aos 27 anos, toca diversos instrumentos, sendo que nos shows da dupla toca sanfona, violão e teclado".
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TRABALHO SOCIAL
A dupla também era conhecida em Santa Cruz e região pelos shows beneficentes. Durante os cerca de 5 anos de carreira, Júnior e Marcel realizaram diversas apresentações gratuitas entidades sociais da cidade e no Vale do Rio Pardo.
Participavam de oficinas em escolas municipais da periferia de Santa Cruz, que tinham como objetivo ocupar o turno inverso de crianças carentes, mantendo-as longe da violência das ruas.
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