Direto da redação 02/03/2019 14h25

Sobre gente legal

Todo repórter sabe que é do lado de fora da redação onde estão as melhores histórias, mas preciso ser justa: foi dentro dela onde encontrei os melhores colegas

Como a gente começa um texto de despedida? Não faço a mínima ideia. Se bem que... olhando para a redação enquanto escrevo este texto, me dei conta de que nesses seis anos de lida aprendi a falar de pessoas. Feito! Pessoas me parece uma boa ideia para pautar a coluna de hoje. Afinal, “reportear” é isso mesmo. Conhecer pessoas, ouvir histórias e tentar traduzir vidas em palavras. É também errar, acertar e seguir em frente. É amar a rua e se deixar levar pelos acontecimentos (bons, ruins, trágicos e de superação) que nela acontecem.

Todo repórter sabe que é do lado de fora da redação onde estão as melhores histórias, mas preciso ser justa: foi dentro dela onde encontrei os melhores colegas. Nesse espaço chamado redação integrada fiz amigos para uma vida. Fico imaginando o quão ruim deve ser trabalhar em um ambiente onde não tem gente legal. Ainda bem que aqui eu nunca senti isso.

Veja você, a riqueza: Rodrigo Nascimento adora falar, dar risada e agita a redação como ninguém; Pedro Garcia ama uma corneta (aliás, é dele a frase: “a corneta é infinita”) e está sempre solícito para ajudar naquela pauta mais cabeluda. “Pedro, me salva” foi o que ele mais escutou de mim. Leandro Porto gira pela redação, entrevista os colegas ao vivo e nos dá aulas diárias de radiojornalismo; Ricardo Düren adora um palavreado bonito: “Naty, que tal se a gente entendesse a origem semântica desse termo?”, mas também ajuda a construir nossas matérias como ninguém. E o Mauro Ulrich? Bem... Difícil descrever essa figura que adora uma poesia e tem um humor único. Como eu ia esquecer do Rodrigo Sperb? O melhor contador de piadas deste Brasil! E a Michelle Treichel? Fofa e carinhosa, adora agradar e, junto com a Simoni Gollmann, desempenha o papel de mãezona. 

Onde eu quero chegar com tudo isso? Bem, quero só dizer que de todas as experiências dessa nossa breve vida, são as pessoas – sempre elas – que fazem a diferença em qualquer circunstância. Portanto, ao chegar segunda (ou quarta-feira) no trabalho, olhe a sua volta e valorize quem senta ao seu lado. Observe suas qualidades, não dê bola para os defeitos e agradeça a cada um por estar ali.

Depois de seis anos, estou de saída da Gazeta do Sul e a minha maior gratidão eu estendo aos colegas que foram os maiores parceiros nessa caminhada. Já estou com saudades.

Sem tempo para dramas, a boa notícia é que, mesmo de partida, eu volto (eita cachaça boa!). “Aquele abraço” é a coluna que passarei a assinar sexta sim, sexta não. Espero vocês.