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GAZ – Notícias de Santa Cruz do Sul e Região

1º Simpósio sobre Covid

No sábado, dia 13, a Associação Médica de Santa Cruz do Sul promoveu evento que contou com a participação de 200 médicos da região abordando o manejo e tratamento da Covid. Devido ao grave momento que estamos passando, penso ser importante que a sociedade saiba que estamos engajados na defesa da saúde da população.

Iniciamos nossas atividades com a palestra do Dr. Carlos Eurico Pereira, onde foi abordado o diagnóstico clínico e testagem de Covid. Sua mensagem principal foi de que não devemos aguardar os resultados dos testes. Qualquer sintoma gripal, intestinal ou constitucional deve ser considerado Covid. Caso a pessoa estiver com esses sintomas, ela precisa imediatamente se isolar e buscar atendimento remoto.

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Posteriormente tivemos a explanação do Dr. Rui Dorneles sobre profilaxia. Na profilaxia pré-exposição, precisamos manter distanciamento social, usar máscaras e fazer a limpeza adequada das mãos. Vacinas são fundamentais e o uso de medicação é bastante controverso. No pós-exposição, o uso de medicações também é controverso e estão em desenvolvimento anticorpos neutralizantes, porém ainda distantes da nossa atual realidade.

Uma das aulas mais esperadas foi dada pelo Dr. Eduardo Hermes. Ao abordar o tratamento precoce, ele explicou que o vírus entra em nossa célula por dois caminhos e os medicamentos indicados têm como efeito impedir ou dificultar essa entrada. Ele reforçou que monoterapia não funciona e que uma vez o vírus dentro da célula, a efetividade desaparece. Por isso os remédios devem ser tomados em até cinco dias após o início dos sintomas. Ele encerrou sua fala com uma frase de Carl Sagan: “Ausência de evidência não é evidência de ausência”.

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Na sequência, o Dr. William Rutzen falou sobre falta de ar. Ele explicou que as partes inflamadas do pulmão pelo vírus recebem mais sangue, o que aumenta a inflamação e gera uma tempestade inflamatória. Com saída de gás carbônico normal e entrada de oxigênio diminuída, nosso sensor respiratório não detecta a piora e quando o paciente sente falta de ar, é porque já há comprometimento do pulmão (hipoxemia silenciosa). Oxímetro domiciliar pode ajudar, mas é preciso cuidados para medir corretamente. Quando houver falta de ar deve-se usar anticoagulante, oferecer oxigênio e logo deixar o paciente deitado de bruços para facilitar a entrada de ar.

Nossa última aula foi do Dr. Marcelo Carneiro, que relatou sua experiência com pacientes graves e entubados. Ele recomenda não antecipar a entubação, mas não se deve atrasá-la, pois podemos estar desperdiçando oxigênio e cansando o paciente. Ele recomenda que após a saída da ventilação mecânica, o paciente seja mobilizado de forma precoce. Sua percepção é de que mesmo pacientes que se recuperam enfrentam uma síndrome pós-Covid, muitos com depressão e risco de suicídio.

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