A comunidade de Santa Cruz do Sul tem alimentado, ao longo dos anos, a esperança de ver concretizadas melhorias fundamentais em mobilidade, que facilitariam, e muito, em ganho de tempo e praticidade, a logística e o fluxo de pessoas e de produtos pela região. Uma dessas obras identificadas é a duplicação da BR-471, no trecho em que a rodovia liga a RSC-287 até além do Distrito Industrial.
Além do incremento formidável havido no número de estabelecimentos do comércio e dos serviços ao longo da via, o que engloba grandes atacados e mesmo a Estação Rodoviária, com o deslocamento constante de ônibus indo e vindo de todo o Estado e de fora dele, não se pode ignorar que, afinal, ela constitui caminho pelo qual transitam os caminhões que trazem o tabaco de dezenas de milhares de propriedades rurais do Sul do Brasil até as indústrias. Ou seja, ela é, por excelência, corredor pelo qual flui um dos itens que constitui a base da economia do Rio Grande do Sul, tendo representado US$ 3,4 bilhões em vendas para o exterior em 2025.
Pois essa obra, a da duplicação da 471, efetivamente saiu do papel. Saiu. Mas não saiu. Numa iniciativa da Prefeitura de Santa Cruz, que decidiu assumir o custo de uma intervenção em rodovia federal, os trabalhos acabaram por ser iniciados. Para logo serem interrompidos: em virtude da deflagração da Operação Controle. Cujo desfecho e desenrolar ainda se arrastam. E arrastam consigo a paciência da população. Para uma comunidade, pior do que uma obra que não é realizada ou não sai do papel é uma obra que é começada e no entanto para.
Publicidade
Não há dúvida de que há trâmites que devem ser seguidos e a apuração das circunstâncias envolvendo a eficiente ou deficiente execução dos serviços precisa ser criteriosa; mas o que não pode é uma sociedade regional inteira ser punida por isso, com a obra permanecendo em stand-by sem fim.
Urge que os organismos nas diversas instâncias (federal, estadual e municipal, bem como a iniciativa privada envolvida) sejam convocados no menor tempo possível para destravar o processo. Como a jornalista Heloisa Poll evidencia em reportagem especial na edição da Gazeta do Sul deste sábado e domingo, 14 e 15 de março, nas páginas 14 e 15, empresários, investidores e moradores situados ao longo da BR-471 ou nas imediações já não aguentam mais sofrer prejuízo em cima de prejuízo, sem qualquer esperança de reparação por isso, em virtude de uma rotina que teima em permanecer como mero canteiro de obra.
Santa Cruz e o Vale do Rio Pardo vão agradecer, e muito, em nome das gerações atuais e futuras, quando tiverem enfim liberada melhoria de tal envergadura em sua mobilidade. Pode o leitor imaginar o que representará a conclusão da duplicação da BR-471, em termos de rapidez e facilidade de tráfego, para todos os ônibus de passageiros e os caminhões que transportam tabaco e outros produtos, primários ou industrializados.
Publicidade
É ainda um elemento que se traduzirá em mais segurança para os usuários da via. Diante desse contexto, compete às instâncias responsáveis agilizarem ao máximo (ao máximo!) o processo, para que recursos já disponíveis sejam efetivamente aplicados na retomada e na execução das etapas restantes dessa tão almejada conquista. Santa Cruz, a região e o Rio Grande do Sul terão muito a comemorar quando ela existir na prática. Bom final de semana!
LEIA MAIS COLUNAS DE ROMAR BELING
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!
Publicidade
This website uses cookies.