Casos, por enquanto, se concentram em parte do Continente Africano
A 8ª Coordenadoria de Saúde, com sede em Cachoeira do Sul, encaminhou um protocolo sobre prevenção, cuidados, suspeita e tratamento do vírus Ebola. Muito embora este esteja, por hora, distante da realidade dos municípios abrangidos pela 8ª, é necessário alertar a todos que qualquer caso pode vir a se transformar em uma epidemia, o que levaria pânico à população.
Segundo a coordenadora regional de Epidemiologia e Imunizações, a enfermeira Marília Corrêa Lenz, na próxima sexta-feira haverá uma reunião em Porto Alegre para definir estratégias de prevenção da doença. “Isso mostra que toda a equipe da saúde está em alerta. Precisamos evitar que essa grave doença chegue até aqui. Por enquanto, precisamos esclarecer a todos que não há nenhum caso suspeito na região ou qualquer informação acerca de possíveis casos no Estado”, diz.
Cuidados
CASO SUSPEITO: Indivíduos procedentes, nos últimos 21 dias, de país com transmissão atual de Ebola (Libéria, Guiné e Serra Leoa) que apresentem febre de início súbito, podendo ser acompanhada de sinais de hemorragia, como: diarreia sanguinolenta, gengivorragia, enterorregia e hemorragias internas. Embora existam casos na Nigéria, todos são secundários a um caso proveniente da Libéria. No contexto atual, a Nigéria não é considerada como possível origem de casos que venham para o Brasil.
CASO PROVÁVEL: caso suspeito com histórico de contato com pessoa doente, participação em funerais ou rituais fúnebres de pessoas com suspeita da doença ou contato com animais doentes ou mortos.
CASO CONFIRMADO: Caso suspeito com resultado laboratorial conclusivo para Ebola realizado em laboratório de referência.
CASO DESCARTADO: Caso suspeito com dois resultados laboratoriais negativos para Ebola realizados em Laboratório de Referência definido pelo Ministério da Saúde, com intervalo mínimo de 48 horas entre as duas colheitas.
CONTACTANTE: Indivíduo que teve contato com sangue, fluido ou secreção de caso suspeito ou confirmado; ou que dormiu na mesma casa; ou teve contato físico direto com casos suspeitos ou com corpo de casos suspeitos que foram a óbito (funeral); ou teve contato com roupa ou roupa de cama de casos suspeitos; ou que tenha sido amamentado por casos suspeitos (bebês).