Calor de rachar na Europa, frio, umidade e chuva fora do comum por aqui, com alternância maluca do tempo no espaço de uma semana ou mesmo no mesmo dia. O comportamento do clima é sempre uma faísca que pode detonar uma explosão de radicalismo, opiniões comprometidas e estímulo para a defesa de interesses pessoais ou comerciais inconfessáveis.
Muita gente – e aí preciso me incluir – evita acessar conteúdos envolvendo temas como aquecimento global, buraco na camada de ozônio, aquecimento no planeta e assemelhados. Confesso minha total ignorância no assunto. Por isso, por não ter opinião formada sobre nada disso, se impõe – sempre – investigar a biografia daqueles que emitem opiniões sobre o assunto. Pretensos “estudos” e estatísticas muitas vezes são eivados de manipulação com interesses espúrios.
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O radicalismo é uma doença que parece uma epidemia de proporções mundiais. Nem toda a tecnologia à disposição parece capaz de serenar os ânimos. Muito antes pelo contrário. Ferramentas, plataformas e toda forma de comunicação moderna foram transformadas em arsenal de guerra para dizimar quem pensa de maneira diferente. Perdemos a guerra para o diálogo, para a busca de consensos racionais, construtivos, pedagógicos, humanos.
Quando vejo crianças – e bebês – com o rosto colado na tela do celular – como vislumbrei no final de semana em um restaurante familiar – lembro do tempo em que as diferenças de opinião eram confrontadas em mesas de bar, programas de televisão e rádio, ou através de reportagens conde ponto e contraponto tinha direito ao mesmo espaço.
Hoje, até os grandes veículos de comunicação manipulam dados, números e escolhem a dedo “especialistas” para validar seus pontos de vista. Quase sempre lastreados em cifras a partir de números fornecidos por departamentos financeiros que aferem o faturamento em publicidade.
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O debate mais acalorado – sem trocadilho – do momento envolve a incidência do fenômeno do El Niño. No Rio Grande do Sul, o assunto ganhou contornos de obrigatoriedade a partir das colossais enchentes de setembro e novembro de 2023 e, depois, de maio de 2024.
Muitas obras de infraestrutura nem sequer saíram do papel. Em muitos municípios, os processos de licitação, fundamentais para garantir a segurança da população gaúcha, foram vencidos por empresas inescrupulosas que oferecem valores incapazes de viabilizar as melhorias. O resultado são adiamentos, demoras e protelações que poderão levar à repetição das tragédias recentes registradas no Estado.
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A maior catástrofe climática da história do Rio Grande do Sul não foi capaz de sensibilizar segmentos importantes na busca de soluções preventivas. Isso diz muito do caráter – ou da falta de – que assola a humanidade.
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