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Afubra adota novo modelo na doação de mudas de árvores

Com o objetivo de tornar mais efetivo o apoio à recuperação da cobertura florestal nativa, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) adotou em 2025 uma nova sistemática para a doação de mudas de árvores. As diretrizes foram implementadas no seu Projeto de Restauração Florestal, vinculado ao programa Verde é Vida.

A mudança marca uma virada: a iniciativa deixa de ser apenas doação de mudas e passa a priorizar projetos estruturados, apresentados por instituições parceiras, com diagnóstico da área, escolha orientada de espécies e acompanhamento pós-plantio.

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Segundo a Afubra, o novo formato busca melhorar a organização do processo e direcionar recursos para intervenções com maior potencial de impacto, conciliando produção rural e preservação. Entre os objetivos do projeto estão a obtenção de dados, o melhor atendimento às necessidades de cada área e o acompanhamento das intervenções, além de estimular o senso de responsabilidade ambiental de estudantes e comunidades.

Em 2025, a Afubra registrou 69 pedidos recebidos e 36 atendidos, com 2.945 mudas alocadas nos projetos e distribuídas em 46 espécies nativas dos biomas Mata Atlântica e Pampa. As ações do ano incluem frentes distintas, como restauração em área urbana, arborização de pátios escolares e iniciativas de proteção de recursos hídricos.

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No Bosque Bicentenário, em Santa Cruz do Sul, 200 mudas foram plantadas em janeiro. Já em Atalanta (SC), ação com uma escola mobilizou 40 alunos e resultou no plantio de 180 mudas em setembro, ao longo de um curso d’água, integrando educação ambiental e prática em campo.

Também em Santa Cruz do Sul, no espaço recreativo do Lago Dourado, a Afubra contabilizou 126 mudas plantadas em junho, em uma ação com parceiros com o propósito de arborizar o local. E no programa Protetor das Águas, em Vera Cruz/RS, o plantio ocorreu em agosto, em três propriedades, com 350 mudas, em áreas ligadas à microbacia hidrográfica do Arroio Andreas.

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Do plantio ao acompanhamento
A metodologia apresentada pela Afubra também padroniza etapas e prazos. O fluxo do projeto envolve preenchimento do formulário (habilitação), cadastro no viveiro para programação das mudas, análise técnica e execução, com janelas de solicitação, análise e expedição organizadas ao longo do ano. Após o plantio, o foco passa a ser o monitoramento das áreas, etapa considerada central para medir resultados e orientar correções.

Como participar
A solicitação do apoio é realizada pelo site da Afubra, dentro do caminho Verde é Vida > Projeto de Restauração Florestal, com envio de informações que permitem à equipe técnica orientar a seleção das espécies mais adequadas ao ambiente de plantio. A entidade ressalta que os recursos anuais são limitados, por isso os projetos passam por análise e critérios de elegibilidade. A partir deste ano, a previsão é de que as inscrições ocorram entre janeiro e abril, com análises em maio e expedição das mudas a partir de junho, respeitando os períodos recomendados para plantio em cada região.

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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