A agência Associated Press divulgou os resultados de novos testes que apontam que as águas da Baía de Guanabara, onde serão realizadas provas do Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, são contaminadas mesmo longe da costa, onde o esgoto bruto desemboca de rios fétidos e escoadouros de águas pluviais. Isso significa que não há fator de diluição na baía ou na lagoa em que os eventos acontecerão e, portanto, não há redução do risco para a saúde dos atletas.
“Esses níveis de vírus estão disseminados. Não é só ao longo da costa, mas em toda a extensão da água, o que aumenta a exposição das pessoas que entram em contato com ela”, disse Kristina Mena, especialista em vírus transmitidos pela água e professora associada de saúde pública no Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em Houston. Em julho, a Associated Press divulgou que sua primeira rodada de testes demonstrou a presença de vírus patogênicos diretamente associados a esgotos humanos em níveis até 1,7 milhão de vezes acima do que seria considerado altamente alarmante nos Estados Unidos ou na Europa.
Desde que a Associated Press expôs o risco para os atletas, autoridades olímpicas e da Organização Mundial da Saúde mudaram de opinião várias vezes quanto a realizar ou não seus próprios testes de carga viral. Em resposta à AP, o Comitê Organizador da Olimpíada do Rio delcarou que “a saúde e segurança dos atletas é sempre uma prioridade máxima e não há dúvida de que a água nos locais de competição atende aos padrões relevantes”. A organização dos Jogos também diz seguir as recomendações da OMS. “A Rio 2016 segue as orientações de especialistas da Organização Mundial da Saúde, cujas diretrizes para a segurança de águas recreacionais recomendam a classificação da água por meio de um programa regular de testes da qualidade microbiana da água.”
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