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Alana Lopes: quando o samba é herança e caminho

Para Alana da Silva Lopes, 21 anos, o samba não é apenas uma escolha, é parte da sua origem. Segundo ela, a ligação com o Carnaval começa antes mesmo do seu nascimento. “A única foto que a minha mãe tem, grávida de mim, é no Carnaval. Então, gosto de dizer que o samba já estava comigo desde o ventre.”

Dançarina, professora de dança e estudante de Educação Física, Alana se define como determinada e movida por sonhos. Essa força também aparece na forma como construiu sua trajetória dentro do Carnaval, sempre inspirada pela família.

Alana, ainda bebê, no colo do avô Valmir

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“Minha inspiração é a minha família. Meu avô e minha tia, que hoje não estão mais aqui, tinham um amor pelo Carnaval que não consigo explicar. O olhar deles quando falavam de samba era algo muito forte. Não tem nada que me emocione mais do que lembrar deles dentro do Carnaval.”

Representar a Escola de Samba Imperatriz do Sol e integrar a corte é, para Alana, uma mistura de honra e responsabilidade. “Poder levar o nome da minha escola para um espaço tão importante quanto a corte do Carnaval é algo indescritível. É uma responsabilidade e uma alegria enorme.”

A noite da escolha foi vivida com intensidade e emoção. “Foi um dos melhores momentos da minha vida. Passou muita coisa na minha cabeça. Eu estava ali, também, em homenagem à minha tia. Quando falaram meu nome, foi felicidade, gratidão, saudade, tudo junto.”

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Consciente do papel que ocupa, Alana fala sobre a responsabilidade de inspirar outras meninas. “Quando ocupamos um lugar como esse, precisamos ter postura, entender que estamos sendo exemplo. Mas, ao mesmo tempo, é muito bonito poder dizer para outras meninas que é possível. Que elas podem sonhar e alcançar também.”

Entre as lembranças mais marcantes, uma carrega um peso especial. A família estava afastada do Carnaval há 26 anos. “Neste ano, depois de perdas muito grandes, ver todos de volta na avenida foi algo muito forte. Chorei do início ao fim. Foi um momento que vai ficar para sempre comigo.”

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Alana com a mãe, Erenice da Silva; a tia, Janaína da Silva; e o tio, Valmor Ipê da Silva

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Karoline Rosa

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Karoline Rosa

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