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De acordo com a enfermeira responsável pelo Programa Saúde do Trabalhador, no município, Luciana Puhlmann foi muito importante a participação dos trabalhadores rurais de Sobradinho, pois além da coleta de sangue para análise, também foram repassadas orientações pré e pós teste pela pesquisadora, uma vez que ao longo dos anos o uso de agrotóxicos tem se tornado indispensável para viabilizar a produção agrícola, sendo usado amplamente no cultivo de tabaco. Seu uso inadequado, no entanto, vem trazendo diversos danos ao meio ambiente e à saúde do trabalhador rural, expondo-o a riscos ocupacionais. Sendo esta pesquisa do Programa de Pós-graduação em biologia celular e molecular um importante instrumento para o planejamento, organização e desenvolvimento de ações em saúde pública que asseguram, a partir de medidas preventivas, a qualidade de vida do trabalhador rural e do ambiente.
Conforme o secretário de Saúde, Nilo Wietzke, “a melhoria das condições do trabalho no campo, assim como a importância da educação ocupacional aos agricultores, é de extrema importância para o bom desenvolvimento do trabalho e para a manutenção das lavouras, daí a relevância da participação destes produtores rurais no projeto”.
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O Brasil é o segundo maior produtor e o maior exportador de tabaco no mundo, fazendo da fumicultura uma atividade que movimenta grandes quantias financeiras e que emprega cerca de 2,5 milhões de pessoas, desde o plantio até a comercialização. A fumicultura é altamente desenvolvida nos municípios do Rio Grande do Sul, e na maioria deles, a lavoura é considerada familiar, com propriedades com menos de 18 hectares em média. O uso intermitente de agroquímicos na fumicultura é justificado pelo longo período de safra, dividido em diversas etapas e ainda porque o tabaco pode ser agredido por muitas pragas. Tanto agroquímicos industrializados quanto a nicotina, um agroquímico natural da planta de tabaco, são conhecidos por causarem alguns problemas à saúde dos trabalhadores das lavouras de fumo. Alguns estudos do grupo de pesquisa da ULBRA mostraram que o uso incompleto de equipamento de proteção individual e a falta de conhecimento com relação ao uso de alguns produtos, assim como a exposição constante aos agroquímicos e à nicotina, levaram a alguns danos no material genético dos indivíduos ocupacionalmente expostos, sendo a informação uma grande aliada para reverter este quadro atual.
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