No primeiro campeonato que disputou, no ano passado, a jovem alcançou o segundo lugar na categoria Natural
Amanda Giehl, de 20 anos, hoje mora sozinha em Palmeira das Missões. No campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), cursa Economia. Para muitos, a rotina pode parecer um sonho: faculdade, trabalho e academia. No entanto, a mudança de cidade e de hábitos veio a partir de muito controle e foco.
Com 14 anos, morando em Sobradinho, com os pais Nilton Paulo Giehl e Eva Janira Cardoso, Amanda deu o pontapé inicial. Na época da pandemia, mudou-se para Vera Cruz para trabalhar com sua tia, em um restaurante. Na cidade, iniciou os treinamentos em uma academia, a partir de uma insegurança e de uma autoestima fragilizada. “Tinha compulsão alimentar, comia sem controle. A academia e o fisiculturismo me ajudaram muito nisso. Meu estilo de vida mudou. Hoje, sou disciplinada, tenho autocontrole. A academia sempre foi e é minha terapia, meu vício.”
A cobrança pessoal e o foco se tornaram combustível para alcançar patamares desejáveis no seu novo esporte, o fisiculturismo, que entrou em sua vida por acaso. Por mais que a veia esportiva já estivesse na sua rotina, com a prática do futebol, não chegou a realizar o sonho de ser atleta profissional.
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Com acompanhamento de profissional em Nutrição e de personal trainer, que também é fisiculturista, Amanda aperfeiçoou seu potencial. No início de 2025 a evolução foi sendo alcançada, ao atingir menos de 9% de gordura corporal. A partir daí, a preparação voltou-se para sua primeira competição, que ocorreria em novembro, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, promovida pela Federação de Fisiculturismo Natural (NBF).
Com o propósito definido, as rotinas eram voltadas para treinamentos de pose, musculação, estágio e estudos da faculdade. Além disso, nos fins de semana, precisou recorrer a freelancers para o custeio do campeonato, com gastos que vão desde sandália e biquíni específicos até produção com cabelo e maquiagem, inscrição, tinta corporal e fotos, entre outros.
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E o primeiro pódio veio na estreia, no primeiro desafio enfrentado, na categoria Natural. Para este ano, Amanda traçou como meta o top 1 de diversas competições. Também almeja avançar da categoria Amadora para a Profissional e competir pela NPC (federação por meio da qual pode assegurar vaga para o Mrs. Olympia).
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No momento, Amanda explica que está no chamado bulking, processo de ganho de massa muscular através de um superávit calórico (comer mais calorias do que gasta). Ela ressalta que as dificuldades são superadas ao alcançar o resultado desejado. “Para minha estreia eu estava muito bem. Foi a realização de um sonho. Sentir sede e fome diversas vezes, comer comida sem gosto, gelada, com isso já me acostumei. Então, é o querer chegar lá.”
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De início, o fisiculturismo para Amanda, assim como para muitos, era sinônimo de corpo masculinizado, músculos e renúncia de alimentos saborosos. “Na visão dos outros, eu era ‘a chata’ e me criticavam. Hoje, entendo que quem me criticou é porque gostaria de ter a mesma disciplina e alcançar um físico melhor. E quando falava que iria competir, eu ouvia a frase: ‘por que vai se estragar, teu corpo é tão bonito’”.
Amanda admite que a delicadeza exigida no fisiculturismo foi um dos seus maiores desafios, apesar de ter tido o sonho de infância de ser modelo e conquistado a faixa de 1ª Princesa da Escola Polivalente, de Vera Cruz. “No fisiculturismo, temos que ser delicadas, é preciso treinar as poses. Essa foi a parte mais difícil. Eu nunca tinha subido em cima de um salto na vida.”
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