Ao menos 60 jornalistas foram mortos no mundo em 2014, a maioria no Oriente Médio, segundo relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) divulgado nesta terça-feira, 23. O número representa uma queda em relação ao ano passado, quando 70 jornalistas foram mortos. O CPJ ainda investiga as mortes de mais 18 jornalistas para determinar se estão relacionadas ao seu trabalho.
Quase metade dos profissionais foram mortos no Oriente Médio. A Síria foi, pela terceira vez, o país mais perigoso, com ao menos 17 mortes. Desde o início da guerra civil, em 2011, 79 jornalistas morreram na Síria, segundo o CPJ. Neste ano, a facção radical Estado Islâmico, que atua na Síria e no Iraque, divulgou vídeos da decapitação de dois jornalistas americanos, James Foley e Steven Sotloff. Os dois haviam sido sequestrados enquanto cobriam a guerra civil da Síria.
Os últimos três anos foram os que tiveram mais mortes de jornalistas desde que o CPJ começou a realizar a contagem anual, em 1992. Quase um quarto dos jornalistas mortos em 2014 eram correspondentes internacionais, embora a grande maioria dos jornalistas ameaçados seja local. O CPJ considera em sua contagem os jornalistas mortos durante seu trabalho ou por causa dele.
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No Iraque, cinco jornalistas morreram, três enquanto cobriam o conflito com o Estado Islâmico. Os confrontos entre separatistas e o governo da Ucrânia no leste do país deixaram cinco jornalistas e duas pessoas que trabalhavam para a mídia mortos. A guerra em Gaza, entre Hamas e Israel, que durou 50 dias foi responsável pela morte de ao menos quatro jornalistas e três pessoas que trabalhavam para a mídia, incluindo o jornalista da AP Simone Camilli e o tradutor Ali Shehda Abu Afash. Um jornalista e duas pessoas que trabalhavam para a mídia também morreram na Guiné quando cobriam a pior epidemia de ebola já registrada no mundo.
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