No dia seguinte a uma série de ataques a ônibus em Porto Alegre, o sistema de transporte coletivo funciona nesta quarta-feira, 2, com restrições na capital gaúcha e o governo estadual estuda um pedido de convocação da Força Nacional de Segurança para atuar nos presídios. Empresas decidiram mudar os itinerários de linhas para evitar novas ações de criminosos, e policiais militares foram destacados para escoltar os veículos. Na zona sul, onde ocorreram os ataques, apenas as avenidas principais estão sendo atendidas.
A circulação de ônibus foi totalmente suspensa na região entre o fim da noite desta terça, 1º, e a madrugada desta quarta. Na noite desta terça, cinco ônibus e um micro-ônibus foram incendiados por criminosos. A Empresa Pública de Transporte (EPTC), ligada à prefeitura, estimou prejuízo em R$ 3 milhões.
Motoristas de micro-ônibus fizeram uma carreata em protesto contra a insegurança e levaram um coletivo queimado anteriormente ao palácio da Polícia Civil. A Brigada Militar informou que prendeu no bairro Restinga um suspeito de participar de um dos ataques. Pela manhã, os policiais militares reforçaram a segurança também em frente às garagens das empresas de ônibus.
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Força Nacional
Os ataques começaram pouco depois da morte de um suspeito de tráfico por policiais no bairro Cascata, na noite desta terça. Após a onda de ataques, a Secretaria da Segurança do Estado afirmou que vai estudar um pedido de convocação da Força Nacional de Segurança. Os agentes federais, porém, atuariam só nos presídios, e não participariam do policiamento nas ruas.
O prefeito José Fortunati (PDT) defende a convocação da Força Nacional desde agosto, quando policiais do Estado reduziram atividades em protesto contra o atraso no pagamento dos salários e houve um aumento de ações criminosas. Ele considera que os ataques de terça foram planejados de dentro dos presídios.
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O governador José Ivo Sartori (PMDB) se manifestou apenas por meio das redes sociais –disse que o governo “não está de braços cruzados” diante da violência.
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