Polícia

Após incêndio, proprietários de estabelecimento relatam perda total e incertezas

O que antes era um espaço dedicado a flores, café, móveis rústicos e encontros entre amigos e famílias se transformou em um cenário de destruição. Após o incêndio que atingiu a Aurora do Vale, em Linha Pinheiral, os proprietários tentam lidar com a perda total do empreendimento inaugurado há cerca de cinco meses às margens da RSC-287.

No sábado, quando a Gazeta do Sul esteve no local, o cenário era de destruição. Entre escombros e materiais consumidos pelo fogo, ainda era possível observar fumaça saindo de diferentes pontos do imóvel.

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O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 20 horas de sexta-feira. O atendimento foi realizado de forma conjunta entre as corporações de Santa Cruz do Sul e Vera Cruz. Duas viaturas de Santa Cruz e uma de Vera Cruz atuaram no combate às chamas, trabalho que se estendeu até 1 hora da madrugada de sábado.

Segundo a corporação, durante a ocorrência foram utilizados entre 15 mil e 20 mil litros de água pelos veículos dos bombeiros. A concessionária Rota de Santa Maria também prestou apoio com um caminhão-tanque.

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Quando chegaram, as equipes encontraram a edificação comercial em chamas. Simultaneamente, uma residência localizada ao lado também era atingida pelo incêndio. As causas ainda são desconhecidas.

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O proprietário da casa e do prédio, José Valdeci Fraga, de 66 anos, estava na residência quando percebeu um forte estouro. Ele conseguiu sair a tempo e acionar os bombeiros.

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“Quando eu vi, já estava tudo em chamas. Foi muito rápido. Em poucos minutos o fogo tomou conta de tudo”, relatou. Apesar dos danos, parte da residência foi preservada graças ao trabalho das equipes que atuaram no combate ao fogo.

A Aurora do Vale era administrada por João Stülp, de 41 anos, e Simone Joaquim, de 37. O casal havia apostado na união de suas profissões em um único empreendimento. Ele é marceneiro e ela, florista.

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Quando foram avisados sobre o incêndio e chegaram ao local, a estrutura já havia sido consumida. “Não sobrou nada”, afirmou Stülp. Além da edificação, o casal perdeu estoque, equipamentos, mobiliário e ferramentas de trabalho. Entre os itens destruídos estavam produtos preparados para as vendas do Dia dos Namorados, uma das datas mais importantes para o segmento de floriculturas.

Segundo ele, a perda vai muito além da estrutura física. “Tudo que a gente tinha estava aqui. Era o nosso trabalho, o nosso projeto. Agora precisamos entender como vamos seguir em frente.”

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Guilherme Andriolo

Nascido em 2005 em Santa Cruz do Sul, ingressou como estagiário no Portal Gaz logo no primeiro semestre de faculdade e desde então auxilia na produção de conteúdos multimídia.

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