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Aposentada cai em golpe e perde R$ 80 mil

Uma mulher de 81 anos perdeu, em poucas horas, os R$ 80 mil que economizou ao longo de uma vida inteira, após cair em um novo golpe, há poucos dias em Santa Cruz do Sul. O caso ainda não foi registrado na Polícia Civil devido à greve dos servidores, mas a aposentada contou detalhes ontem à Gazeta do Sul. Segundo ela, os criminosos inventaram uma história engenhosa para se apossar do dinheiro, que era guardado em um cofre, na casa da vítima. 

O caso aconteceu na tarde da última sexta-feira e é bastante parecido com o clássico golpe do bilhete premiado. A diferença, no entanto, é que os bandidos enganaram a vítima com uma história sobre um suposto processo judicial. Pelo menos três “vigaristas” participaram da ação.

Constrangida, a vítima pede para ter seu nome mantido em sigilo. Ela relatou que caminhava na Rua Borges de Medeiros, nas proximidades do cruzamento com a Rua Marechal Deodoro, quando foi abordada por uma jovem que aparentava ser do interior, com cerca de 30 anos, que lhe solicitou ajuda para achar um certo advogado. Ela narrou à idosa que o pai havia morrido há alguns dias e esse suposto advogado estaria às voltas com um processo judicial da família. “Eu acreditei e quis ajudar”, lembrou a vítima. Durante a conversa, a golpista afirmou que era analfabeta e, por isso, precisava de auxílio.

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Enquanto a idosa tentava ajudar, outro estelionatário, vestido com um terno, se intrometeu. Ele disse que era amigo de um advogado, o qual poderia acompanhar o caso. “O golpista era um homem bonito, de olhos verdes, bem arrumado”, conta. Prontamente, ele ligou para o tal amigo e, em seguida, os três seguiram até um prédio onde ele supostamente residia, nas imediações da Rua Thomaz Flores. Quando chegaram, o falso advogado já se encontrava na calçada.

Na rua mesmo, ele olhou os papéis que a jovem trazia e disse que ela teria “um dinheiro muito alto” para receber. Deu a entender que já conhecia a família dela, contou detalhes sobre o tal pai falecido, mas argumentou que só poderia conversar sobre o caso mais tarde. A jovem disse então que precisaria da ajuda dos outros dois – da vítima e do homem de terno – para resgatar o valor da ação. Como recompensa, ela prometeu 10% do prêmio para cada um. Porém, eles precisavam provar que eram “pessoas de confiança” e, para tanto, deveriam demonstrar possuir “bastante dinheiro”.

Os três seguiram até o carro do trapaceiro, onde ele abriu o porta-malas e retirou uma bolsa cheia de dinheiro. Diante disso, a jovem exigiu que a vítima fizesse o mesmo. A santa-cruzense, então, convidou os dois para irem até sua residência, onde guardava os R$ 80 mil em um cofre. Os três embarcaram no carro do homem de terno e foram até lá.

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Ao chegar, a aposentada abriu a casa e o homem entrou com ela. “Eu achei estranho que ele subiu, e não a moça. Mesmo assim me dirigi ao quarto, peguei o dinheiro e voltei para a sala.” O desconhecido, meio nervoso, disse que a idosa não precisava descer as escadas, que ele mesmo faria o favor de levar a bolsa até o carro para mostrar à moça.

Porém, depois de pegar o dinheiro, ele desceu as escadas e sumiu. A idosa ainda correu até a rua, a tempo apenas de ver o carro dos criminosos seguir para longe em alta velocidade. “Não sei o que eles fazem com a gente. Mas eles aparentam ser tão confiantes, que não dá para imaginar que é um golpe”, diz. Ela pretende registrar o caso na delegacia nos próximos dias.

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