Existe uma sintonia tão precisa no universo que, quando conseguimos percebê-la, entendemos que tudo está conectado. Que não existe acaso. E que tudo tem uma razão de ser. A Sexta-feira Santa, pela tradição cristã, é um dia de morte, sacrifício e silêncio. E o céu nos convida justamente a isso.
Na sexta-feira, 3, Mercúrio em Peixes faz bom aspecto com Júpiter em Câncer, ampliando a nossa capacidade de conexão com algo maior. É um momento excelente para meditação, oração e contemplação. Ao mesmo tempo, Vênus em Touro faz tensão com Plutão em Aquário, simbolizando a perda das ilusões, do apego ao conforto e àquilo que acreditávamos ser seguro.
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A caminhada até o submundo não tem glamour. Quando nos deparamos com a morte, real ou simbólica, não há romantização. E talvez essa morte não seja literal. Pode ser o fim de uma relação. De um ciclo. De uma versão sua que já não se sustenta, mas que você ainda insiste em manter. E talvez seja por isso que temos tanto medo de perder. Nos agarramos ao que já não faz sentido, não porque é bom, mas porque é conhecido.
A Lua em Escorpião reforça esse movimento de introspecção. Em tensão com Vênus e Plutão, pode surgir uma sensação de solidão, de desamparo, de vazio. Mas são justamente esses momentos que revelam a nossa força.
O sábado, 4, representa esse espaço entre a morte e a ressurreição. Jesus já morreu, mas ainda não ressuscitou. Os discípulos não sabiam o que viria. E talvez esse seja o ponto mais difícil de sustentar. Porque não é mais o que era, mas também ainda não é o que será. É o espaço da incerteza. Onde a gente não tem respostas, só a experiência do vazio. Nesse dia, a Lua segue em Escorpião, mas faz bons aspectos com Júpiter em Câncer e Mercúrio em Peixes. Há um convite à entrega, à fé, à confiança em algo que ainda não conseguimos ver.
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O domingo de Páscoa, 5, marca a ressurreição. O Sol em tensão com Júpiter nos convida a refletir sobre quais valores sustentam essa nova identidade que nasce. Depois de atravessar a morte, ninguém volta igual. Algo muda. Já não somos quem éramos. Vênus em Touro, em bom aspecto com o Nodo Norte, reacende a chama da esperança e do amor.
Passamos a maior parte do dia com a Lua em Escorpião, ainda em contato com as nossas sombras. Mas, às 23h32, a Lua entra em Sagitário, abrindo novos caminhos, renovando a fé e trazendo o entusiasmo de quem sente que algo, de fato, começou. Uma Feliz e abençoada Páscoa para todos nós! E que os astros conspirem a nosso favor. Um beijo grande, até segunda-feira, 6.
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