Terminou mais uma temporada para o União Corinthians no Novo Basquete Brasil. Mais uma vez, a equipe registrou a maior média de torcedores presentes no ginásio entre as 19 equipes do campeonato. Parabéns a essa torcida, que move uma paixão enorme a cada temporada e encontra novas formas de impulsionar o basquete de Santa Cruz do Sul, desde as tardes escaldantes de dezembro até as noites gélidas de abril e maio no Ginásio Poliesportivo Arnão. Um reconhecimento especial também à diretoria, pelo formidável trabalho na captação de recursos e na montagem de uma equipe competitiva. Ao menos no papel, era isso que se esperava.

Entrando no mérito da bola dentro de quadra, a temporada 2025/2026 começou de forma estranha. Para falar sobre o resultado deste ano, é preciso voltar ao fim da última campanha, com o elenco comandado por Rodrigo da Silva, que contava com Duane Johnson, Dikembe e companhia. Após a derrota para o xará paulista, ficou evidente que faltaram liderança e experiência ao União Corinthians nos momentos decisivos e na reta final do NBB. Na montagem do elenco para a temporada atual, o que se viu foi justamente uma tentativa de corrigir essa avaliação ao pé da letra.

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A começar pela renovação de Rodrigo da Silva no comando técnico, decisão que não era unanimidade entre a comunidade do basquete santa-cruzense. A incerteza aumentou após a derrota para Franca, no interior paulista, resultado que culminou na demissão do treinador depois do terceiro compromisso do ano. O elenco, totalmente reformulado, com Jeremy Hollowell, Devon Scott e Nate Barnes, além da experiência de Góes, Hettsheimeir, Isaac e da permanência de Veríssimo, parecia promissor. No entanto, o excesso de veteranos – eram oito atletas acima dos 35 anos – cobrou seu preço ao longo da temporada.

O time não conseguiu manter uma sequência consistente de boas atuações, sofreu com lesões em posições importantes e desperdiçou partidas contra equipes teoricamente mais frágeis. Esta temporada vem sendo a mais competitiva da história do NBB, mas um elenco do calibre montado pelo União Corinthians não poderia ter cedido vitórias para Osasco, Rio Claro, Botafogo, Fortaleza e tantas outras equipes.

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Tive o prazer de debater com Alexandre Cruxen e Guilherme Teichmann, duas lendas do nosso basquete, sobre o resultado e o futuro do clube. Uma reavaliação é necessária e, principalmente, é preciso colocar sobre a mesa qual é a principal meta do time para, a partir disso, definir os jogadores que irão desembarcar em Santa Cruz. O basquete precisa estar conectado à comunidade, e me entristece dizer que a equipe esteve distante de sua torcida nesta última temporada. Isso afeta diretamente o apoio dado aos atletas dentro de quadra.

Quero continuar contando as glórias do basquete de Santa Cruz nos próximos anos de NBB. Contudo, para que isso aconteça, precisamos rever a forma como fazemos o esporte em nossa cidade. E não falo apenas da equipe adulta, mas também da formação das futuras gerações. O talento existe; basta ser lapidado. Grandes investimentos podem vir, mas a maneira como trabalhamos o basquete também precisa evoluir.

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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