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Brasília e São Paulo estão de olho na arena do gelo

Santa Cruz do Sul segue sendo a prioridade, mas outras cidades já estão de olho no projeto que pretende erguer a primeira arena com dimensões olímpicas para os esportes do gelo do Brasil. Conforme o presidente da Confederação Brasileira de Desportos do Gelo (CBDG), Emílio Strapasson, grandes centros como São Paulo e Brasília já demonstraram interesse no complexo. No entanto, com ambas as cidades, o que se tem até o momento são apenas intenções. O projeto, levantado em agosto do ano passado, está em fase de estudo técnico. “Assim que tivermos o projeto em mãos, vamos apresentar primeiro para Santa Cruz, que nos acolheu e já deu sinais de que está disposta a nos ajudar”, explica Strapasson.

A pressão dos dois outros centros, no entanto, não pode ser ignorada. Brasília, que assim como Santa Cruz, tem um polo de patinação, é quem mais parece empolgado com a possibilidade. “Eles sugeriram até viabilizar um sistema com energia solar. Mas nos procuraram apenas uma vez, não avançou”, garante o mandatário da CBDG. “São Paulo lançou a ideia de buscar os recursos pela Lei de Incentivo ao Esporte. Mas também foi só isso”, acrescenta.

Strapasson salienta que uma empresa canadense, que tem ampla experiência em construção deste tipo de empreendimento, está desenvolvendo o estudo técnico que vai mostrar as possibilidades para a realidade brasileira. “Estão sendo levados em conta todos os fatores, desde temperatura até os equipamentos. Há coisas que podem ser compradas aqui, outras precisam ser importadas. Tudo isso está sendo especificado”, complementa.

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Dólar e energia elétrica preocupam

Em março, Emílio Strapasson e o prefeito Telmo Kirst estiveram em Brasília, para apresentar o projeto ao Ministério do Esporte. O aceno foi positivo, e o Executivo federal deixou claro que a proposta deve levar em consideração a formação de atletas locais, o que trouxe algumas modificações positivas para a ideia inicial. Atualmente, a disparada do dólar e do preço da energia elétrica é o principal item que pode mudar o estudo. “Muita coisa precisa ser comprada fora e a energia elétrica é fundamental para o funcionamento da estrutura. Precisamos analisar bem tudo isso, para termos as garantias necessárias e tocar o projeto adiante”, diz Strapasson.

O investimento inicial à época era de R$ 3 milhões, a serem empenhados na compra da pista e dos materiais mínimos para a estruturação do local. Agora, o valor pode sofrer alterações. O Eisstocksport, modalidade trazida ao Brasil pelo santa-cruzense Renê Emmel, é visto como um dos grandes atrativos para que o complexo seja construído no Vale do Rio Pardo.

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