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Caminhada em Santa Cruz chama atenção para feminicídios e violência contra a mulher

Uma caminhada realizada neste sábado, 14, em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, mobilizou moradores, lideranças políticas e representantes de entidades para alertar sobre a gravidade da violência de gênero. O ato foi coordenado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) e teve como objetivo chamar a atenção da sociedade para os 22 feminicídios registrados no Rio Grande do Sul somente em 2026.

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A manifestação teve início na Praça Getúlio Vargas e reuniu participantes que caminharam em direção ao Parque da Oktoberfest, levando cartazes, faixas e mensagens de conscientização sobre o combate à violência contra a mulher.

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Sociedade é chamada a participar do combate à violência

Ao abrir o ato, a presidente do CMDM, Salete dos Passos Faber, reforçou que a luta contra a violência doméstica e o feminicídio não é responsabilidade apenas do poder público. “A responsabilidade de combater a violência contra as mulheres não é só do poder público. É de toda a sociedade”, afirmou.

Durante o evento, a assistente social Dianefer Berté Schwendler também destacou a importância de transformar a indignação em mobilização social. “Vamos transformar nosso luto em luta. Basta de matança”, declarou.

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Manifestação reforça união entre homens e mulheres

A presença de homens na caminhada também foi destacada pelos organizadores, como forma de reforçar que o movimento busca união e conscientização, e não confronto entre gêneros. A delegada responsável pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) ressaltou esse ponto durante sua fala. “Não estamos aqui para desconstruir a masculinidade. Queremos estar unidos, viver juntos para que todos estejam bem.”

Debate político também marcou o ato

Representantes políticos participaram da mobilização e citaram medidas aprovadas para reforçar o combate à violência de gênero. O deputado federal Heitor Schuch (PSB) destacou que a Câmara dos Deputados tem aprovado projetos voltados ao endurecimento das penas contra crimes de violência contra a mulher.

Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, também foram aprovadas iniciativas voltadas à proteção feminina. A deputada estadual Kelly Moraes (PL) é autora de duas dessas propostas. Durante o evento, ela pediu que os participantes evitassem manifestações partidárias. “Este é um ato em defesa das mulheres. Peço que enrolem as bandeiras dos partidos. Nosso partido hoje são as mulheres.”

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A declaração gerou reações divergentes entre os presentes, com parte do público defendendo a permanência das bandeiras. O clima voltou à tranquilidade com a retomada da caminhada até o ponto final do percurso.

Nomes das vítimas de feminicídio foram lembrados

Durante a manifestação, participantes carregaram cartazes com os nomes das 22 mulheres vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul em 2026. A iniciativa buscou dar visibilidade às vítimas e reforçar o alerta sobre a gravidade do problema. Entre as mensagens exibidas estava a faixa que abriu o ato:
“Homens, parem de nos matar.”

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Projetos aprovados para combater a violência contra a mulher

Entre as propostas recentes aprovadas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, duas são de autoria da deputada Kelly Moraes.

Código Sinal Vermelho

Uma das iniciativas institui o Código Sinal Vermelho, mecanismo silencioso de pedido de ajuda para mulheres em situação de violência doméstica. A estratégia permite que a vítima desenhe um “X” vermelho na palma da mão e mostre o sinal em locais como farmácias, restaurantes ou repartições públicas. Ao reconhecer o pedido, funcionários ou cidadãos devem acionar imediatamente as autoridades.

Atendimento prioritário a órfãos do feminicídio

Outro projeto aprovado prevê prioridade no atendimento em serviços públicos para crianças e adolescentes que perderam as mães em casos de feminicídio. A medida busca garantir acesso mais rápido a políticas de assistência social, saúde, educação e acompanhamento psicológico, reconhecendo a situação de vulnerabilidade dessas vítimas indiretas da violência.

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Marcio Souza

Jornalista, formado pela Unisinos, com MBA em Marketing, Estratégia e Inovação, pela Uninter. Completo, em 31 de dezembro de 2023, 27 anos de comunicação em rádio, jornal, revista, internet, TV e assessoria de comunicação.

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